2.Dia Jornada da Escuta

Observar o que verdadeiramente eu quero falar , me remete também a aumentar a minha escuta . Sinto que quando fico em estado de observação sobre o que eu quero dizer, também amplia minha capacidade de escuta . Se quero ser sincera com o que tenho no meu coração para falar , automaticamente me desperta a vontade de compreender melhor o que está sendo dito . Tive esta experiência ontem com minha filha , após a reunião , esta pesquisa sobre o coração original do que eu quero falar ficou ressoando em mim e tive a oportunidade de experimentar isso com minha filha . Foi nesta experiência que percebi que quando estou verdadeiramente conectada com meu coração original , estou conectada com o outro . Que possamos todos estar conectados no coração original .

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o que quer mesmo de verdade?

O texto do Alam me ajudou a clarear o que comentei no texto de ontem, de olhar pra dentro e perceber umas coisas que não fazem nenhum sentido. Acho q foi difícil peneirar de início o que eu queria de verdade na situação com meu pai. Ás vezes na pesquisa me enrosco no ponto de não saber focar na verdadeira intenção, e fico flutuando nos pensamentos sobre os problemas.

A priori achei que falar que eu me senti chateada pudesse abrir um diálogo, onde eu ia esclarecer que eu me senti assim pq eu estava vulnerável, pq fazia tempo que eu não cozinhava e a fala dele me gerou mtas reações internas. Acho que talvez não disse isso por saber que tudo foi mais uma atitude de reação à minha própria reação. Algo como apontar que o outro errou e ficar se defendendo, e não ver de fato o que está passando dentro.

Depois pensei que o que eu queria de fato era ter falado, “pai me ajuda aqui”.
Mas com os questionamentos do Alam eu me pego pensando que por trás tem um plano de fundo que é mais próximo do que eu queria/quero de verdade…
Não ter nenhum tipo de bloqueio na convivência com as pessoas. De me sentir segura antes mesmo da panela cair, e saber que tudo bem acidentes acontecem, e que meu pai viria me ajudar independente de eu ter pedido ou não ajuda, como de fato aconteceu. E que não é tudo bem me sentir tão insegura a ponto de querer fazer tudo sozinha e me passar por inabalável em outras situações. Segurança e estabilidade, meio a base de tudo mesmo…

Me pego pensando o por que tenho operado na chave de tanta insegurança. Com um receio frequente de não estar adequada. Adequada a quê? Mando algo pra algum amigo e depois penso, “seria melhor não ter escrito nada, vai que…” vai que o quê? hahahaha melhor não se relacionar pra ficar com a falsa sensação de que estou me relacionando com as pessoas?

ai ai, sigo soprando essa poeira que me embaça o olhar e me impede de ver como está a verdadeira intenção, às vezes incomoda um pouco, mas é melhor soprar do que ter poeira nos olhos.

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falar sem embelezar as palavras

embelezar = enfeitar = maquilar = disfarçar = esconder = falsificar = mentir = não ser verdadeiro = não ser honesto – . . .

ok, na reunião, está tentando colocar o que foi pensado do jeito que foi, sem embelezar.

mas quer colocar para atacar / contra atacar por que sentiu ferido(a)?
quer colocar para se defender? porque não quer perder?

ou quer colocar para fazer a pesquisa?

o que quer mesmo de verdade?

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Manuscrito 2 / Des-Manuscrito 2

Não falo muitas coisas para não ter que enfrentar o interlocutor por medo e/ou preguiça. Prefiro falar com meu próprio umbigo, que na real, é isso que rola no meu pensamento humano.

A reunião de ontem foi boa pois sentir conexão com as pessoas, pelo menos foi o que foi verbalizado por algumas e corporalmente por outras.

Não falo muitas coisas para não ter que enfrentar o interlocutor, talvez eu pense o que é preciso ter uma justificativa muito boa, em algumas situações, para falar pois posso ouvir coisas de volta que eu não queira ouvir.

O quanto estou aberta a ouvir o que as outras pessoas pensam de mim? 

O quanto quero pensar sobre isso? 

O quanto quero apenas remoer meu guru-guru e não sofrer interferências externas?

Parece mais fácil ficar pensando com o próprio umbigo, já que na real, é isso que eu faço rotineiramente.

Olhar para o outro e não para as palavras do outro. 

O quanto realmente quero interagir?

O quanto apenas os meus pensamentos humanos me limitam?

Coloquei neste texto várias interrogações, mas no fundo, não sei se realmente quero descobrir os “porquês”.

Pensando aqui agora, tudo deve ser muito mais simples do que criou na minha cabeça. Mas isto des mereceria meu grande cérebro humano, que serve para tantas coisas e é pouco usado. (Contém humor na última fala). 

Obs: deveria colocar ironia, mas achei uma palavra “ ruim” , prefiro humor.  

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