infinitos e onça! – conhecer e olhar a si

damos sentido à tudo, aos objetos, aos seres, aos acontecimentos …
e esses sentidos vão se misturando com o que existe (como coisa real) e com o que é minha percepção.

mas o que é percepção?
talvez percepção seja essa interação constante do infinito que existe dentro de mim e o infinito que existe fora de mim. e esse “mim” seria o ponto de encontro entre esses 2 infinitos. esse “mim” seria o pensamento. e esses infinitos o fato.

∞ . ∞
fora – pensamento – dentro

eu vivo achando que o real é o que percebo. o estranho é sempre o outro, o amigo que tem esse ou aquele comportamento. sempre acho que o que ouvi é o que o outro disse mesmo. e que o que vejo é o que todos estão vendo. misturar esses dois infinitos é algo que acontece. e autoconsciência talvez seja saber observar esse processo dinâmico, o que é minha percepção e o que existe fora. e saber organizar isso dentro de mim. organizar sem fixar. sem criar amarras.

como posso descrever o sabor do feijão? se para cada um ele é um, embora tenha algo que permaneça como sendo gosto de feijão pra todos? talvez só se possa narrar por metáforas? ou a única possibilidade seja em termos negativos? isso aqui não é feijão! nem isso. nem isso… um sabor é a mistura de tantas experiências que descrevê-lo é quase impossível, onde ele está afinal, no grão do feijão ou na língua de quem o come?

o que existe lá fora! ou o que existe aqui dentro! a ciência, ou as experiências místicas. ou isso, ou aquilo. como é importante pesquisar pra saber que não é uma coisa ou outra que é a mais real. como é importante separar o que existe do que é pensamento.

acho que o momento de pesquisa é o momento pra vasculhar como certas coisas acontecem, aprofundar o que é percepção, o que é ouvir, o que é ver, e assim poder pegar os sentido que damos às coisas e olhar com delicadeza pra misturas que fazemos entre o que existe e o que percebo. e poder olhar para reações como algo que simplesmente acontece. há algo dentro que tem a necessidade de dar sentido à tudo, mas que não precisa se confundir com as coisas. o que existe, existe! o que percebo, percebo! o que penso, penso!

como rejo ao que existe e ao que percebo?
saber disso é ter ciência de si. olhar pra memórias, percepções, pensamentos… é saber olhar a si. é entender um pouco sobre o que é pensamento do ser humano. e pra isso precisa de tempo e de ambiente propício.
é preciso pesquisa.
é preciso calma.
é preciso.
é!


no começo de ano eu estava voltando de bike do sítio do meus avôs, e no meio do caminho qdo passei pela mata eu dei de cara com uma onça pintada. uma onça preta. linda! o encontro meio que marcou minha vida, e deve ter durado, sei lá, uns 30 segundos só. esse acontecimento me ajuda a pensar sobre essas duas 2 perguntas: o que é, como é o eu real? o que é, como é o pensamento humano?

ONÇA: o que a onça vê é o meu eu real. algo vivo, que se move. um corpo. matéria. sei lá…

ALÉXIA: eu vejo a onça, eu crio o conceito de onça, eu penso sobre a onça. eu penso sobre mim, que poderia ter morrido no 1° ataque da onça. eu penso sobre a beleza desse encontro. eu penso o quanto é raro cruzar assim com uma onça. eu me sinto privilegiada por esse encontro raro. eu penso que se eu morrer vai ser uma morte bonita, porque a onça era linda. a onça vai embora, eu faço suposições sobre o que a onça poderia ter achado desse acontecimento. e lembro da onça, eu conto a história da onça. eu relembro, eu reconto.

tudo que pensei sobre a onça e que guardo na memória e que relato aqui é pensamento humano. pensamento oriundo de algo real, que captei pela minha percepção, que organizei na minha cognição, que agora expresso aqui em palavras e nesse desenho tosco. o que é real já se perdeu aqui dentro de mim. mas me arrisco a me por no lugar da onça, que não deve ter criado nenhum conceito sobre humano, muito menos de Aléxia, que não deve ter reagido com pensamentos e espanto quando me viu, que não deve ter memórias de mim. me arrisco nesse lugar pra poder fabular sobre o olhar da onça naquele instante e pra poder dizer que o meu “eu real” é o que os olhos da onça captaram naquele encontro de 30s.
é claro que isso é fantasia minha, mas me ajudou a pensar na concretude do real que sou, e que nunca me darei conta. tadinha da onça, nem considero nessa brincadeira que ela também é um ser complexo que tem camadas que nunca saberei. mas, enfim… é um exemplo que veio e que me ajudou a separar e pensar sobre as coisas.

bom, eu reagi à que quando encontrei com a onça?
eu praticamente reagi aos meus pensamentos: pensamento de belo. pensamento de morte. pensamento de onça. reagi a minha emoção, ao medo. eu fiquei paralisada por uns 2 minutos, mesmo a onça tendo ido embora.

eu factualizei esse encontro, eu o tomei como real. porque ele foi real naquele instante. muito real inclusive. e dou esse valor de realidade pra esse acontecimento porque talvez o senso de importância das ficções é muito maior dentro dentro de mim do que o fato.
talvez porque eu boto muita fé nos meus pensamentos, sei lá.

mas o que aconteceu de verdade foi só que no meio de uma estrada uma ser humano ficou muito próximo de um outro ser vivo, que essa ser humano chama de onça. bom, na verdade na verdade esse é só mais um jeito de narrar o real. mas o interessante é que essa situação me esclarece sobre o que é autoconsciência. saber que isso tudo é pensamento humano, que isso gera coisas dentro do corpo, gera emoções, gera pensamentos, mas que isso não é o fato. que autoconsciência é o processo de olhar pra saber vasculhar essas coisas que chegam à consciência.

e vasculhando essas coisas que chegam à consciência talvez seja possível entender um pouco sobre dentro da gente, como a gente foi formado e tals. sobrevoar como um pássaro por cima de si mesmo, se vendo de longe, pra compreender um pouco como está captando o real.

tem muita coisa acontecendo no universo. e é só uma casquinha que capto disso tudo. e essa casquinha já é tão infinda… que quanto mais é observada parece que mais detalhes aparecerem. isso me fez pensar pra onde vai tudo que não é percebido? me deparo com uma grandeza imensa da vida. acho belo! e essa casquinha que é percebida é igualmente imensa. acho potente tudo isso. me emociona um pouco até. sei que tem algo aqui dentro de mim que quer achar beleza nos encontros e nas coisas e que se sente muito bem com um grupo de pessoas dispostas a pensar sobre a inteligência humana, sobre ouvir o outro, sobre estar juntos.

isso é legal.












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Relato Curso “Olhar a Si”


Julho de 2021

Conhecer a si seria compreender como percebo, como reajo, como penso, falo e ajo. Compreendendo o funcionamento da humana que sou.
Olhar a si parece um foco distanciado sobre mim, um olhar de fora que me olha sem se prender às ações, justificativas, explicações, teorizações…
Olhar essa pessoa nos seus movimentos. Por um lado, tem o que pensei, as reações, as explicações que dei para isso, justificativas, mas agora o holofote está no que eu fiz.
Por exemplo, ao sair da reunião da noite, pensei em dizer boa noite pessoal. As pessoas estavam envolvidas entre elas e eu e não falei nada.
De manhã eu acordei. Olhando para mim me vejo abrindo os olhos, esticando o corpo, sentando, levantando, deslocando minhas pernas e braços sinergicamente no espaço. Tocando o chão, me movendo em direção a algum lugar onde estaciono meu corpo e então cessa esse movimento .


Fizemos exercícios de perceber nossas percepções. Exercícios de ver por exemplo um aviso escrito assim: Favor / fazer bem a limpeza amanhã / sem falta.
O que percebo no meu corpo através disso? Antes de compreender com o pensamento o recado, senti um retesamento no meu corpo, senti dando um passo imaginário para trás,
uma recuada como expressando não estar entendendo do que se trata, meu corpo em estado de desconfiança e curiosidade. Depois decodifico, reconheço os sinais, códigos, significado, etc.
Primeiramente olhei para mim. Depois saiu uma resposta em relação ao processo cognitivo e então vieram na minha consciência os pensamentos, as reações. Ah! isso não é para mim. Estou quites com minhas obrigações. Nem vem que não tem.
Exercícios de perceber o ouvir
Alam fala: O dia de amanhã fez frio. (Me olhando de fora, no exercício parece possível) Sinto que meu corpo vai para trás e minha cabeça vira para um lado.
Me parece ser um gesto de desconfiança. Algo está esquisito. Depois vem todos os pensamentos, julgamentos, lógica, conhecimento dos tempos verbais etc. Alam tá louco. isso é pegadinha. Non sense.
Experiências com o tato. Cada um por sua vez colocou sua mão dentro de uma caixa fechada, com objetos dentro dela que não se podia ver.
Só pelo tato cada pessoa percebeu e depois disse o que eram os objetos segundo a percepção da sua percepção.
Cada pessoa ouve, vê e sente com as coisas que tem dentro de si. Esses exercícios mostram isso bem claramente.
Nesse curso de “Olhar a si” a pesquisa continua sendo: será que estou tomando como fato o que captei?
Exercícios de lembrar algum evento ocorrido nas nossas vidas que nos marcou fortemente. Com os exemplos que cada pessoa trouxe,
pudemos analisar além das reações, as percepções e além das percepções como foi a forma de perceber de cada um. Não só o que captou mas como captou.
Exercício de desenhar a percepção de uma descrição falada. Com muitos detalhes. Observamos a variação de nossas diversas formas de captar. Entre ouvir e desenhar o que está acontecendo aqui dentro, da minha cabeça? Um mundo de tudo misturado. Mundos subjetivos expressados pelos desenhos.
O sinal vermelho do semáforo. O que acontece em mim quando o vermelho se apresenta na minha frente?
Sensações de retesamento do corpo, abro mais os olhos, me coloco em alerta para ação.
A tarefa era: vi, ouvi, reagi assim.
O assim, eu sinto que foi, o objetivo do “Olhar a si
Não só o que captei mas como captei. Conhecendo isso posso ressignificar conhecimentos, experiências, memórias etc. com o objetivo
de viver as relações na paz e tranquilidade. Sendo quem “sou” comigo e nas relações com os outros quem “são”.

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Relato do ” Conhecer a si”

Vivi, de Virginia Damiani
Julho 2021

Foco do curso: O pensamento humano
Começo do curso: percebo que estou numa sala com mais seis pessoas. Me apresento e sou apresentada a elas. Alam e Milton, os zeladores.
Alexia, Fuji, Sheila, Yara e eu, os participantes.


Por onde começa o pensamento humano? Pela percepção.
Como percebo? Através dos órgãos dos sentidos e sua interação com o objeto, o tema, coisa, pessoa, o que for e … mais o que?

Experimentei ver uma garrafa. Garrafa? Onde está essa garrafa? encima da mesa? na minha cabeça? Eu vejo essa garrafa. Com meus olhos, com minha experiência que formei anteriormente de outras garrafas que vi, da palavra garrafa que aprendi, do conceito que formei para afirmar: uma garrafa.
Senti o calor de uma xícara contendo líquido quente. Senti nas mãos a xícara, o calor. Senti um arrepio no corpo e uma gostosa sensação nas mãos.
São percepções minhas. Todos experimentamos. Relatamos as diversas percepções.
Posso dizer que a minha percepção é a realidade? Posso afirmar que existe algo que é percebido igualmente por todos?
A coisa é assim porque assim a percebo?
O que percebo? Características das coisas ou o que caracterizei sobre essas coisas e estabeleci e formulei conceitos?
Onde estão estas características ? e os adjetivos? Atribuo às coisas, pessoas, etc. um “feio” “gostoso” “nojento”… Onde estão isso? Nas coisas, nas pessoas?
Vou tendo consciência desses processos. Vou tendo consciência de que é minha percepção cognitiva que está em jogo.


Entra o Milton na sala e dá um aviso: Além da limpeza da manhã, cortar a grama. Ao ouvir o Milton, eu Virginia, ouvi uma ordem : vocês vão ter que cortar a grama. Foi minha reação. (Depois me lembrei de um outro curso onde uma provocação similar se apresentou e dei risada) Mas dentro de mim existem muitos mandatos – faça isso, não faça assim, faça assado… Reagi a isso.


A relação entre um fato e a memória: Chega o Alam e diz: – Comi omelete no almoço. Isso é um fato? Lembrança de algo que aconteceu no passado. O fato existe independentemente da minha memória. Existem muitas histórias para se relatar uma fato. Palavras, frases, tentativas de abordar, lembrar um fato… Utilização de um repertório pessoal, formado pelas experiências familiares, culturais… Essas histórias seriam o fato?


Reações, estranhamentos, fatualizações…O que são isso? Tentativas de me sobrepor à realidade. Como assim? No estranhamento eu manifesto uma inadequação, um não reconhecimento do objeto ou pessoa que eu estranho naquelas caixinhas que tenho dentro da cabeça X, Y, Z…
O que isso me provoca? O que eu estranho de mim? O que é estranho em mim? O que é estranho?
Uma reação: Emito uma opinião e uma pessoa fala: Isso não tem nada a ver…Isso a pessoa falou ou eu que escutei?
Reajo ao modo como eu escutei mas digo que foi reação ao que a pessoa falou. E a julgo. Fico com raiva dela. E posso transformar isso num fato: Realmente ela é uma pessoa que nega os outros, Anula os outros. Ela é horrível… e dou conselhos: Não fale com ela, porque você vai desaparecer. Coisa e tal.
Fatualização seria isso? Tomar uma percepção ou fazer de uma reação um fato. Vivi algumas situações onde tive medo de ser abandonada, rejeitada. Fixei isso e então diante de alguma situação pode acontecer um link inconsciente com isso e eu reajo, dizendo para mim mesma que sou uma coitada. Afirmo como uma realidade minha “essa coitada”, vítima do mundo. Eu tenho muitas facetas no entanto trago para a consciência só a coitada. Coitadinha de mim!!! Fatualização do que vem à consciência. Dessa forma, as fatualizações que faço, certezas que tenho, vão moldando o meu comportamento, minhas atitudes e eu fico presa aí.


Outro exercício: listar coisas em que acredito.
Acredito: que que sou igual e diferente dos outros seres humanos; na pureza das crianças; que a terra é redonda; nas pessoas; que não existe verdade; acredito em tantas outras coisas…acredito que tudo o que penso é verdade e escrevo na lista que não acredito na verdade. Me cerco de cercas. Me prendo na ciência, nos desejos, na religião, na minha teimosia e isso me apoia, e me impede de ver a realidade. Essa auto confiança, todo esse conjunto de crenças e mandatos limitam a expansão da minha consciência e parecem ser uma força maior que a realidade.
Agora, diante de situações novas, posso me perguntar: Como é isso tudo aqui dentro? O que captei? Como captei? Acredito mesmo? Auto consciência seria me conscientizar a cada momento do que se passa aqui dentro distinguindo do que se passa aqui fora. O que é que existe de fato e o que é que eu crio.

Daqui em diante sinto um desejo de pesquisar, continuar pesquisando junto com as outras pessoas, vendo, ouvindo, partilhando as pesquisas com os meus parceiros dessa existência terrena.
Agradeço meus parceiros dessa jornada do “Conhecer a si” E …vamo que vamo galera! prás próximas! ” Olhar a si” “Conhecer a vida humana” ” Conhecer a sociedade” “Naikan” a VIDA

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O que aconteceria se eu fosse radicalmente honesta comigo mesma?

Se eu pudesse assumir pra mim mesma o que eu tô sentindo e sentir…

Se eu pudesse contar pra mim mesma os meus piores julgamentos que faço de mim

Se eu pudesse assumir como eu me enxergo e não como eu gostaria que eu fosse

Se eu pudesse revelar as crenças mais sem lógica que me acompanham

Se eu pudesse aceitar que tenho todos os preconceitos e marcas estruturais desse sistema em mim

Se eu pudesse encarar de frente todos os meus medos

Se eu pudesse assumir os sonhos que eu tenho vergonha até mesmo de colocar na minha carta de intenção 

Se eu pudesse afirmar os pensamentos mais perversos que me atravessam

Se eu pudesse aceitar que na real eu não sei o que é verdade de verdade

Se eu pudesse deixar que algumas partes minhas possam se expressar mesmo que elas não correspondam à imagem que eu crio para as pessoas

Se eu pudesse só aceitar, só assumir, só afirmar, só olhar, só acolher

Sem precisar resolver, sem precisar expor, sem precisar criar soluções, sem precisar fazer nada com isso

Só me encarar cruamente no espelho

Só testemunhar 

Só ficar presente na minha presença

Me escutar sem barreiras

O que aconteceria?

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impressões seminário as one

17o Seminário AS ONE – MAIO/2020

Querido Universo,

Hoje é o último dia do “meu” primeiro Seminário AS ONE. Acordei agora, 5 da manhã, feliz e feliz e feliz de estar viva, estar presente, estar aqui.

Quando cheguei, esperava por mudança. Mudança essa que eu sentia nos irmãos mais velhos e pais da Vila (Paraíso). Acho que começo a entender dentro de mim tal mudança e como gosto de chamar, ‘estado de espírito’, mas que nem isso tenho certeza na escolha de palavras e termos. De qualquer forma, tudo o que experienciei aqui é um grande presente que enche a alma, talvez neste caso podemos chamar de essência, com algo mais puro que a ilusão da ‘vida em que vivemos’.

Houveram tantas descobertas feitas durante esta semana que mal sei por onde começar… Vamos do início então (início aquitempo em que ficamos mas pode mudar).

Primeiro, antes mesmo de chegar aqui teve o início do dia. Acordei turbulenta pois “não ia dar tempo” e para lidar com este sentimento, procurei por uma conexão familiar, uma amiga. O dia foi… Fuji passou em casa para me buscar. Comemos e chegamos fisicamente aqui. Logo após apresentações, onde estava me questionando a tudo e todos, já fizemos o exercício de dois círculos que sem um papel em cima eram diferentes, mas com o papel, eram iguais. Naquele momento eu pensei em coexistência como um todo mas agora refletindo isso inclue a cada um de nós, sendo diferentes dependendo do contexto mas iguais na essência.

Depois, fizemos um exercício/atividade (aqui estou usando ambas palavras como sinônimos) de escuta. Vimos e ouvimos uma entrevista e através do exercício ficou claro que a escuta é interna mais que externa. Tudo está em nossas mentes e isto foi reforçado ao longo da semana.

Sinceramente, houveram tantos penamentos, sensações, emoções durante a semana que me sinto incapaz de citar um cem ávos do que se passou dentro de mim. Em especial, talvez, foi a certeza que preciso mudar meus mecanismos, pensamentos. Não separar eu do ‘outro’ e ver a conexão constante. Não comparar-me ao outro. Sair desta mentalidade separatista com ênfase no ‘superior e inferior’, ilusões criadas e como que soliificadas no mundo atual em grande parte.

Penso que a partir das diretrizes do Método ScienZ, serei capaz de aos poucos ir me aproximando de minha essência e da essência do todo, junto também da Rede As One.

Acho que por hora é isto que consigo pensar e aplicar como escrita mas procurarei continuar anotando, escrevendo, refletindo, aplicando, desenvolvendo tudo o que foi trabalhado aqui.

Gratidão, gratidão, gratidão, por tudo que levou a esse momento presente.

Presente! O presente tempo e presente dado- faz sentido?… Aah..

Até a próxima, com muito carinho,

Yara Cabral-Seixas

Vila Yamaguishi, Seminário AS ONE, 5 de Junho de 2021.
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o certo e o errado

descobrir o que está certo
descobrir o que está errado
para saber o que preciso de fazer
nasce assim o “tenho que”
“tenho que” fazer o “certo”
“não posso” fazer o “errado”
encobrindo os meus sentimento,
escondendo os meus desejos originais.

há quanto tempo eu faço isto?
esta eterna armadilha.
a ficar preso no looping dos meus pensamentos,

a alternativa é tão óbvia
basta tentar ver como é na verdade
e o que eu realmente quero
há alguma coisa lá
encoberto
porque eu nasci com isso
todos nó nascemos com isso

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Impressoes do Seminário

Embora eu tenha escrito autoconhecimento como uma das minhas motivaçoes para eu fazer o seminário, sendo sincero, não havia motivações para eu fazer o curso. Eu participei de várias Vilas Paraíso desde meus 11 anos, vir participar do Seminário As One parecia algo natural, pois tenho vontade de ser um irmão mais velho para as crianças, e para isso o seminario era necessário, eu via o evento talvez como uma espécie de pré-requisito e isso fazia eu me sentir incerto, fazendo eu pensar ´Será que eu deveria estar aqui?´ ou ´Será que é o momento de participar do Seminário?´, pois enquanto eu sentia que eu não possuía uma real motivação, meus companheiros possuíam motivos, intenções, e expectativas claras.

Decidi contar isso para demonstrar de forma concreta uma das minhas antigas maneiras de pensar, percebe-se a necessidade de haver um ´real´ motivo ou uma ´boa´ explicação para o porque de eu estar aqui. Na última frase utilizei as reticências, pois ao longo do curso usava essas palavras (real e bom) como se o sentido delas fosse algo universal e real, aprendi que isso ocorre com um vocabulário inteiro de palavras, usamos elas como se fossem a própria realidade. Dessa maneira eu tornava algo fictício em algo real, como uma corda que me impedia de experimentar o real

Outra coisa que impedia o sentir da realidade era o fato de eu tomar meus sentimentos e percepçôes como reais. Um belo exemplo disso foi em Maio de 2019, tive um episódio depressivo naquele mês e tive diversos conflitos e brigas com meu pai, na minha percepção ignorante eu senti que meu pai não me compreendia, não tentava me compreender, apenas me ataca, em momentos mais obscuros eu senti que não era amado, que falácia, a minha distorcida percepção da realidade me impediu de sequer entender o meu pai, isso fez com que eu não o amasse de volta e causasse cicatrizes que carrego até hoje. Eu o machuquei por causa da minha incapacidade, que imperdoável. Talvez seja legal fazer o Naikan.

Lendo o livro 1, infelizmente não lembro seu nome nem autor, em grupo fui capaz de perceber diversas coisas, dentre elas descobri a sabedoria humilde e simples de minha bá (avó materna) e mãe, diversas coisas que foram discutidas elas já diziam ou demonstravam em ações. Eu realmente sou abençoado. Ainda no assunto do livro descobri que eu me sabotava e como esses ´tenho que´s influenciam nisso. Aprendi que eu sempre escolhia o caminho mais fácil, porém sofrido, isso se dá desde o dormir mais 15 minutinhos na cama, mas não descansar verdadeiramente, pois minha cabeça estava continuamente no quanto tempo ainda tenho de sonequinha, preocupada em não se atrasar, outro exemplo foi decidir não estudar nos tempos de pandemia, mas se sentir inútil e invejar os amigos que estão na faculdade.

Além disso percebi que o ´tenho que´ fazer algo tem peso negativo, porque se tenho que fazer algo, esse algo precisa ser feito independente de como me sinto, como se eu fosse uma máquina, e não um ser humano, ou seja, só de pensar que ´tenho que´ a minha vontade se esvai, pois me torno uma máquina, mas sou humano e preciso dessa vontade para viver e fazer coisas. Resumidamente, aprendi apenas como que o nosso maior poder, a imaginaçao, pode ser também nosso maior gerador de problemas se esquecermos que nossa imaginação fica apenas na cabeça.

Com essas coisas tão importantes sigo minha vida junto da minha percepção menos ignorante, sabendo que ela é só da miinha caichola e com um respeito e amor maiores com aqueles que sou próximo, íntimo e familiar. Agora parando de flar sobre coisas diretamente relacionados sobre o Seminário, eu estou num processo de busca para descobrir o que quero na minha vida, vom para a Vila Yamaguichi pensando em ser professor, mas saio daqui pensando em morar e trabalhar aqui´, a idéia de trabalhar na roça me parece gostosa.

Aqui no Seminário As One eu aprendi graças aos meus amigos, que dinheiro não é a única forma de ser pago e sinto que trabalhando aqui e ajudando a criar u mundo sem conflitos eu serei presenteado com um corpo e mente saudáveis, uma segunda família próxima e íntima. Porém, sinto que é possível obter as mesmas coisas sendo um professor, é cedo demais para eu tomar uma decisão, eu nao estou na faculdade e não sei como é dar aulas, e também faço parte da Vila, mão sei como é viver e trabalhar aqui. Essa decisão não é minha para decidir no momento, mas a solução é clara e simples. Eu vou para a faculdade e descobrir como que é a vida aqui e continuar realizando os cursos e pesquisando mais.

Do fundo do meu coração, com extrema gratidão a tudo e todos que possibilitaram o Seminário, meus sinceros agradecimentos

Fuji

1+

Intercâmbio seminário

Ouvindo o pessoal que fez o seminário, lembrei muito do tokkou e dos primeiros outros cursos que fiz.. em todo encerramento eu chorava muito, porque não queria ir embora. O pessoal que mora no sítio subia pra ir pra casa e eu queria ir também.. mas eu ia “embora”.. era só pegar a rodovia e já estava de novo no mundão!

Com o tempo, isso foi mudando… penso que existem pessoas com a mesma intenção, querendo montar o ambiente adequado para fazer a pesquisa que já é em si a sociedade carinhosa. Assim, mesmo pessoas em lugares diferentes, tendo a mesma intenção, sinto que estão perto de mim. É um sentimento aconchegante de pertencimento e desenvolvimento mútuo.

E além disso, não precisa ser especial, não precisa ter nenhuma qualidade em especial. Pessoas comuns fazendo coisas comuns: que interessante!!!

3+

Reunião final do seminario deles

Gente! Morri!

Pode ser a tpm ou pode ser apenas essa bolha de amor gigante que existe envolvendo todos nos que buscamos viver de amor, sermos nos mesmos que buscamos viver e estar em um mundo amigo mas eu me emocionei de mais na reunião de hoje, desde que entrei até o final…cada fala, cada olhar foi um respiro de esperança e de amor que preencheu o coraçãozinho (tanto que to até escrevendo no blog)

Que delicia ver o Fuji e a Iara falando, que gostoso conhecer o Piero pela telinha e a mãe não mentiu…. ele realmente parece ser uma pessoa incrivel.. e que rico ver duas pessoas totalmente desconhecidas se tornando parte dessa nossa grande familia

Gratidão por ter participado desse momento

Beijos de Luz





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6a semana jornada da escuta

Descobri que sem CO2 o oxigênio não entra nas células e, assim, não alimenta os tecidos. Mesmo que inspire mais e mais rápido, isso não vai levar mais oxigênio para as células; ao contrário, vai reduzir o CO2 de modo que o O2 que entrar pelos pulmões vai sair sem ser aproveitado pelo corpo.

Nesse sentido, querer ouvir é como querer inspirar: pode se dar muita atenção aos sons, às palavras, às expressões da pessoa, pode abster-se de julgamentos e opiniões, de caretas e outras reações, todo esse esforço coloca o ar nos pulmões, mas não oxigena as células.

Inspirar e ouvir, expirar e falar – ações espontâneas/automáticas/naturais, que precisamos para viver, mas que em geral fazemos errado: esforçando muito e aproveitando pouco.

3+