Algumas impressões

A voz dos participantes

augusto100x100Sobre o Seminário As One – A sinceridade nas conversas, a flexibilidade dos participantes em não controlar nem monitorar através de regras mas sim criando um ambiente acolhedor e não rígido, apoiou uma boa força de coerência, necessária às nossas investigações. Os temas-chaves: raiva, liberdade, posse, felicidade, sociedade, intimidade, segurança, possuem força suficiente para impressionar a mente desatenta e distraída de quem vive de acordo com parâmetros e normas vigentes na nossa sociedade como eu, e puderam gerar movimentos de comparação com a experiência de “As One”, provocando no meu caso o desejo de ir para este lugar do zero. Esse movimento, repetidamente executado em grupo, me ajudou a ter um insight importante sobre minha tendência de agir no modo “é assim”, na maior parte das vezes buscando provocar sentido de autoridade sobre o outro – e de segurança em mim, não sendo sincero comigo nem com o outro todas as vezes. Não é incomum no meu caso que situações como estas tenham desmoronado, gerando conflitos e problemas tanto para mim como para a pessoa em que projetei essa falsa confiança. Augusto Gutierrez, 35 anos, Rio de Janeiro RJ

germano-100x100Eu achei o Seminário As One muito interessante e poderoso. A técnica utilizada me surpreendeu muito, pois nunca vi este tipo de formatação onde juntos e através das reuniões podemos rever nossos conceitos e explorar o ser humano, ao invés de ouvir oratória ou “aprendizado” de alguém. Para mim foi muito forte pois estou quebrando a partir desse seminário, padrões de comportamentos e pensamentos que me limitam de há muitos e o mais interessante, que com a prática do “zero” e do questionamento me permitem continuar explorando novos modos de viver, pensar, sentir e me expressar. Gostei muito das dinâmicas, da formatação e principalmente da postura, atitude e qualidade de presença dos três facilitadores. A humildade e a atenção que foi portada em todos os momentos me tocaram muito. Os ensinamentos que desvendamos juntos e que recebemos levarei comigo para o resto da vida. Descobrir esse novo modo de viver (sem regras, caixa único, relações antes de tudo) que já se pratica aqui e no Japão me surpreendeu muito, pois não sabia que existia comunidade no planeta já vivendo assim. Tudo foi muito autêntico e natural. Germano Schulz, 30 anos, Atibaia SP

conrado100x100 Vir ao Curso Tokkou (Seminário As One) significou sair do automático e me conectar comigo, entender como conseguir estar mais presente e encontrar esta forma de viver “pensando” e não na maré como me senti em vários momentos. Sinto que esta foi a grande descoberta. A busca pelo “observar” e “questionar” sobre pensamentos e sentimentos que surgem no dia a dia até chegar a uma resposta que contenha uma compreensão possível das raízes que estão por trás das manifestações que vemos ou sentimos, foi algo que me pareceu incrível, tamanha a simplicidade e o seu caráter natural, sem dogmas, sem teorias e respostas prontas. Essa forma de pesquisa já está me ajudando em minhas reflexões, apesar de sozinho parecer mais difícil. Entender que uma grande parte das coisas que me afetam estão basicamente dentro de mim, não são fatores externos que me prejudicam ou me dificultam o caminho. Isso foi ficando muito claro ao longo da semana. Sou muito grato a vocês que me abriram as portas para poder aprender junto. Conrado Mello, 29 anos, Rio de Janeiro RJ

conrado100x100 Vim na busca de abrir mais uma janela, das tantas possíveis de serem abertas quando se quer o mundo da claridade. Penso e pensei que esse encontro não foi por acaso, pensei na significação desse encontro para cada um e na importância da presença de cada um em meus processos e reflexões. Foi especialmente bom nesse sentido do grupo, de ver o crescimento do grupo em conjunto e disso reverberando em cada vida. Pra mim, pensando agora, foi bom pra olhar pra trás, ver o caminho já percorrido e que cada intenção de andar foi sim gasolina para chegar em alguns lugares. Digo porque, olhando para mim há alguns anos, me veria querendo falar o tempo todo, revoltada com algumas colocações ou formas de pensar, seria provavelmente muitas vezes indelicada e até agressiva, inconformada. Mas hoje, olhando para minha presença em grupo, penso que, afinal, cada conjunto de opiniões e crenças me ajudam muito a conhecer o outro, o homem, a mulher, e caminhos também, assim em direção a mim mesma. Reflito agora que estou num momento digamos, perigoso, quando parece que tenho clareza das coisas, de mim, do outro, do “funcionamento” das pessoas e da sociedade, como se já tivesse uma boa ideia do que viemos fazer aqui, nossas dificuldades e potências. Digo que é perigoso porque suponho que isso não seja bem verdade, que ainda tenho minhas ilusões quanto a mim e ao que interpreto do outro e que se aproximará a hora de quebrar novas paredes. Este momento é perigoso por um certo “conforto”, “acomodação” que traz consigo, e olhar esse momento me preparando para a necessidade de me revirar do avesso se for preciso, ir mais ainda até as sombras, aos cantinhos da alma. Buscar um momento em que não precise realmente de proteção nenhuma. Elida Santos Ribeiro, 27 anos, Rio de Janeiro RJ