meu seminário as one


As minhas motivações
    Auto conhecimento. Compreender mais condicionamentos e bloqueios que dificultam o relacionamento com os outros. Aprender ferramentas que possibilitassem melhor gerenciamento da minha vida pessoal e trabalho.

Coisas percebidas, coisa que refleti.
Nos primeiros dias fiquei ansioso para entender a metodologia e onde iríamos chegar. A leitura de texto sobre a metodologia do “AS ONE” me despertou interesse, porém achei, ao mesmo tempo, enigmático. Gostei dos exercícios apesar de me deixarem exausto. Tive sonhos muito vívidos, dos quais me lembrava todos os detalhes ao despertar. Na primeira noite sonhei com a minha avó paterna que já morreu há mais de uma década.

No dia seguinte trabalhamos o sentimento de raiva. Relatei incidentes com o meu cunhado, desentendimento causado pelo comportamento dele em relação à minha mãe e minha irmã. Meu cunhado, Léo, está morando na casa da minha mãe em Brasilia, comprou filhote de cachorro sem me consultar e se meteu na venda da camionete que era do meu pai, sendo que nem saiu ainda o inventário.

Curioso que só entendi agora a ligação ente o meu sentimento de raiva e o sonho com a minha avó materna. Minha avó, Diamantina, era muito serena, matriarca da família e foi muito cruel com meu pai quando era criança. Meu pai não conseguia controlar a sua raiva e presenciei durante toda a minha vida, brigas constantes com a minha mãe repletas de violência psicológicas. Seu sentimento de raiva extrema e acho que também de tristeza o levou a cometer suicídio.

Agora entendo porque escolhi o incidente com meu cunhado e como está conectado com o meu pai e com a reprodução disso por minha parte. Estou impressionado como o seminário trabalhou no meu inconsciente. A fonte dessa raiva parecia ter iniciado na geração passado, pai-avó.

O entendimento que são crenças, faz com que gradualmente esses mecanismos deixar de ser automáticos, Já fui em diferentes institutos de permacultura, eco-vilas e percebi que apesar de terem ideias e tecnologias fantásticas, o projeto não vinga devido a problemas de relacionamento.

Portanto, estou empolgado com a metodologia ensinada aqui, pois o foco privilegia o trabalho interno de auto-conhecimento e mudança da sociedade de dentro para fora. Entendo que ainda tem muita coisa para ser trabalhada. A proposta de uma sociedade simples carinhosa e feliz parece ser possível depois de todos esses dias aqui. Totalmente alinhada com a minha filosofia de vida, que a essência de ser humano é puro amor.

Daqui para frente
Pretendo aplicar esses conhecimentos no meu cotidiano, procurar pessoas no Rio que já fizeram o curso e iniciar prática de moeda social. Quero voltar para vivências de aprofundamento ainda esse ano se for possível. Desde que abri empresa de importação tenho sonho que ela financie projetos de vida em comunidade.

Acredito que a metodologia aqui ensinada vai ser valiosa para esse empreendimento. Retorno para casa com a sensação de que um  novo mundo é possível e podemos começas aqui e agora.

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viver tendo na base: [o fazer] ? ou [o conhecer]?

de
a) viver fazendo coisas, fazendo regras, fazendo casa, fazendo amor, fazendo amizade, fazendo harmonização, fazendo dança, fazendo aproximação, fazendo não violência, fazendo …
para
b) viver conhecendo a verdade, conhecendo o outro, conhecendo os princípios, conhecendo os fundamentos, conhecendo os fatos, conhecendo que não conhece, conhecendo a vida, conhecendo o amor, conhecendo a pessoa, conhecendo…

de
a) viver fazendo: o superficial, a aparência, seguindo o estabelecido, seguindo a regra, bom e ruim, hierarquia, seguindo o carismático, a harmonização na aparência, o tornar se “um” na aparência, dando ênfase na ambientação sonora/visual para a unificação e harmonização….
para
b) viver conhecendo: tentar aprofundando, examinando, pesquisando a partir do zero, viver como ser humano, interesse pelo original/essencial, o coração original, a segurança original, a prática autônoma a partir da pessoa,

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meu seminario

As Minhas Motivações
O seminário foi um presente do meu chefe, o José Luis, ele sempre falou como essa vivência havia mudado ele e a vida dele, e como ele desejava isso para mim. Quando ele me disse que o seminário era para conhecer a si mesmo eu senti vontade de fazer, mas ainda não sentia preparada. Conforme o tempo e a rotina iam me deixando cada vez mais focada, decidi fazer.

Coisas percebidas, coisas que percebi
    Foi difícil no começo e embora parte me desprender das limitações de certezas sobre alguma coisas que eu já tinha ma concepção, mas, aos poucos, com o grupo era como se houvesse a abertura de cadeado, na frase de “como será na verdade?” me ajudou a me permitir a duvidar, a refletir mais, os sentimentos e os medos que me pareciam normais, potentes e sem saída, me davam o sentimento de impotência eu pensava “não há nada que eu posso fazer sobre isso, é natural”, eu havia aprendido que o ser humano tinha uma essência agressiva e violenta e era por essa essência imutável que eu pagava o preço da prisão de  doutrinas, de valores, limites estabelecidos e de medo, se eu não fosse boa o suficiente porque as pessoas ficariam perto de mim, porque eu seria amanda? Eu precisava devolver, eu não podia ficar em débito. O amor era algo “construído”.

Quando houve a mudança da visão da essência pra, o amor, era como se me pudesse respirar, entrar na “área proibida”, a “área fraca”, as coisas realmente ficaram mais simples, os monstros perderam seus poderes, eu poderia me permitir, relaxar, respirar e sentir. Eu consigo agora acolher as minhas sombras e limitações, sei que há muito em que trabalhar para expandia a minha consciência para acordar dessa ficção agonizante, mas, também sei que tenho a o principal para toda essa aventura, a compaixão e o amor.

Eu posso me amar e amar o próximo sem ter que me sentir inferior ou superior por isso, sem ter medo de ser rejeitada. Eu posso viver o que sou.

Daqui para frente
Pretendo continuar me trabalhando, procurar me entende e me perdoar, procurar a realidade. Tem muitos hábitos que eu pretendo mudar aos poucos, no meu rítmo, conforme a minha consciência, sem cobrança ou pressão, ter a percepção disso, estar totalmente presente em todas essas fases. Daqui para frente é uma fase de religamento com o meu eu, e espero que isso reflita na luz, e no amor das pessoa  com quem sou próxima, todos nós um conjunto, em harmonia.

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Curso para realizar a Sociedade Unica (Realizar o Um) de 26 a 30 de Agosto de 2018

Eu nao sabia que meu coracao estava em um estado doente, cheio de barreiras.

Sem saber, sem aceitar este estado de coracao doente eu vim vivendo achando que a causa dos sentimentos negativos, como raiva por exemplo, estavam fora de mim e nao dentro.

Quando aqui no estagio na As One dividiram a turma de estagiarios entre primeiro estagio e segundo estagio, eu fiquei no primeiro estagio, o que gerou em mim um sentimento de inferioridade. Depois de pesquisar bastante e falar bastante deste caso com as outras pessoas meu sentimento em relacao a isso ficou tranquilo e achei que estava tudo certo. Desta vez no curso, pesquisando mais uma vez este exemplo percebi que ainda tinham pensamentos como [fiquei no primeiro estagio porque nao sei falar japones] ou entao [esse povo nao me compreende]. Olhando para esse pensamentos, percebi que estava colocando a causa dos meus sentimentos negativos nas coisas fora de mim. Percebendo que estava fazendo isso percebi que isso eh causa de um estado de coracao doente.

[a culpa eh de nao falar japones], [a culpa eh da outra pessoa que nao fala abertamente], [eh porque ninguem me entende], tem muitos exemplos como estes, eh um estado de coracao doente que ve a causa dos problemas fora do si e nao dentro.

Ao compartilhar o que senti com as outras pessoas o sentimento fica leve e achei que estava tudo certo, mas parando a pesquisa por ai, em que direcao estou seguindo? Indo no sentido de tratar o estado de coracao doente ou apenas manter ele como esta? Nao percebi que estava apenas alimentando este estado de coracao doente.

Mas em que direcao quero ir?

Ao rever minhas conversas ultimamente com as outras pessoas estava falando algo como [verdade, se acontecesse comigo tambem me sentiria assim], ou entao [nesse caso eh natural ter esse sentimento]. Ao ver a pessoa em um estado que parecia desconfortavel sentia vontade de falar coisas que amenizassem o sentimento dela, sentir empatia, mas ao fazer isso percebi que estava so alimentando o estado de coracao doente, nao estava seguinto no sentido de tornar o coracao saudavel novamente.

Porem, ao rever minha relacao com as pessoas que estao me recebendo aqui a partir deste ponto de vista, percebi que as palavras que achei duras na verdade eram apenas palavras que iam no sentido de nao consentir com o estado de coracao doente, senti que as pessoas estavam me estimulando a ir no sentido de reviver meu estado de coracao saudavel, nao foram palavras de aparencia carinhosa, mas palavras carinhosas no seu verdadeiro sentido, ao perceber isso surgiu grande sentimento de gratidao.

Por que ate agora eu estava seguindo neste caminho?

Acho que por nao estar clara a direcao que eu estava seguindo, por nao estar claro onde quero chegar.

Por estar falando abertamente meus sentimentos com as outras pessoas achei que tinham desaparecido as barreiras do meu coracao.

Achei que [poder falar qualquer coisa = coracao sem barreiras].

Olhando minha relacao com as pessoas em volta, mesmo podendo falar qualquer coisa vejo que existe algo estranho, existem sentimentos que me separam das outras pessoas. Por exemplo, com relacao ao Takuki nao tenho barreiras, mas em relacao ao Nezu sinto barreiras. Muito estranho falar de um coracao sem barreiras seletivo. Acho que o estado de coracao original sem barreiras, nao tem barreiras em relacao a ninguem, nao eh algo seletivo.

No fluxo da historia da humanidade e da minha vida estou aqui agora com este estado de coracao doente, mas nao sinto isso pesado, sinto como um diagnostico, e me dando a visao de para onde quero ir e a possibilidade de realizar esse desejo.

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Conhecer a Vida Humana 12 a 18 de Agosto de 2018

 

Desta vez ficou uma impressao forte de como minha visao no dia a dia eh limitada em relacao ao que eh o ser humano. Ao surgirem temas como [qual a essencia humana], ou [na verdade, em relacao ao que as pessoas estao vivendo], comeco a perceber que no meu estado de coracao atual vejo as pessoas independentes umas das outras, como se houvesse o crescimento individual, como se houvesse uma vida individual. Quando surgiu o tema [de fato, do que as pessoas se satisfazem], por um tempo nao me veio nada a cabeca. Entender na teroria que as pessoas vivem em sociedade parece nao haver problema, mas ate que ponto meu estado de coracao atual esta vendo e vivendo desta maneira?

Recentemente penso [to sentindo falta de carinho] por exemplo. Na minha cabeca existe um pensamento/imagem do que seria estar satisfeito de carinho, ou entao, penso algo como [faz tanto tempo que nao recebo carinho]. Com base nestes pensamentos concluo que carinho esta em falta. Desta vez pesquisando sobre o sentimento de satisfacao e a satisfacao real ficou mais claro que o que existe de fato eh o sentimento ou a vontade daquele momento que surge em relacao a alguma pessoa, [faz nao sei quanto tempo] ou [para me satisfazer preciso de tal coisa] sao apenas os pensamentos/ficcoes, e ao me segurar a elas fica mais dificil de ver a os desejos de verdade ou o coracao verdadeiro.

Sobre conhecer/olhar o coracao verdadeiro
Por exemplo quando surge um desejo como [gostaria de participar das reunioes da Suzuka Farm], em seguida minha cabeca produz pensamentos como [nao falo japones suficiente, vou causar problema], me perco no meio destes pensamentos e acabo nao falando para as outras pessoas meu desejo que surgiu. No mes passado ao participar do curso olhar o si percebi outros exemplos como este, mas desta vez ficou mais claro o seguinte mecanismo:
Surge o desejo>em seguida surgem os pensamentos que atrapalham de ver o desejo>fico em um estado de nao saber o que quero fazer de verdade.
Os pensamentos me impedem de ver e falar meu desejo, assim nao consigo seguir tentando conhecer se aquele desejo era mesmo algo que queria fazer, se aquele desejo estava surgindo do meu coracao verdadeiro.

Recentemente quando falo algo que era dificil falar para as outras pessoas surge um sentimento grande de satisfacao e de alegria/euforia. Pesquisando por que sera que isso acontece? Me lembro do exemplo do ar. Normalmente nao sentimos falta de ar porque eh natural estarmos satisfeitos de ar, apenas quando ficamos sem ar por um tempo e retomamos a respiracao eh que sentimos aquele sentimento de satisfacao de ar. Penso que o mesmo aconteceu ate hoje comigo em relacao a falar dos meus sentimentos. Ate hoje como nao podia falar deles como sao, agora quando falo me sinto satisfeito. Fiquei pensando, quando for obvio expor meus sentimentos assim como eles vem, que tipo de vida que se torna?

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lembretes para olhar, de como estou ouvindo, onde está a confusão?

  • porque ele pensa assim, ele diz assim?
  • ele diz isso, porque ele pensa isso?
  • ouvir e fazer ? ouvir como se fosse ordem?
  • fui humilhado, fui pressionado, fui advertido. fui?
  • querer contra argumentar (o estado interno)
  • querer corrigir o outro 

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