observar – by ikawa

observar

  1. 1.transitivo direto e pronominalfixar os olhos em (alguém, algo ou si mesmo); considerar(-se) com atenção; estudar(-se).”observava as crianças no jardim”
  2. 2.transitivo diretofazer uma observação científica de.”dedicou a vida a o. o comportamento animal”

 Olhando o retrovisor do dia hoje, ir examinando “como eu reagi, como eu vi, como eu ouvi, como seria se fosse uma pessoa saudável?” o exemplos concretos das minhas reações… 

一日を振り返って、自分が反応した事例を「どう反応したか、どう見たか、どう聞いた か、健康な人ならどうか」と調べていく・・

[como eu reagi? como eu vi? como eu ouvi?] são estritamente temas de observação, são apenas para ir observando através das lembranças dos exemplos concretos com esse foco de observação.

「どう反応したか、どう見たか、どう聞いたか」というのは、あくまで観察テーマであって、こういう観点で自分の事例を思い出して観察していくということなのだろうけど・・

Ao exercitar as lembranças, as vezes começa enxergar “hum, estava reagindo dessa maneira”, ou “hum… eu enxerguei(captei) assim e por isso eu reagi desse jeito”… assim, pode ter a sensação de que algo foi organizado/resolvido internamente, uma sensação refrescante…

思い出していると、「このように反応していたな」とか「こう見て(こう捉えて)、自分はこのように反応していたのだな」とか、見えてくることもある・・そこで何か整理できた感覚や、いくらかのスッキリ感を覚えたりもする・・

Desta forma, se pensa que viu ou reparou em algo e tem uma ideia (resposta ou conclusão) de que “foi isto que aconteceu”, então a observação pára aí… Significa que tem uma ideia sobre o seu próprio caso e organiza-o, e não se pode mais chamar isso observação…

そのように、見えてきたとか、気付いたと思うことで、「それは、こういうことだったのだ」という考え(答え・結論)を持ってしまうと、そこで観察は止まる・・それは、自分の事例について、考えを持ってきて整理するということになり、観察とは言えなくなる・・

A questão é que ao voltar os olhos repetidamente para dentro de si próprio e ao tentar observar, perguntando-se: “Como reagi, como vi, como ouvi”, desenvolverá a auto consciência de que está a acontecer dentro de si, a auto consciência disso que está a acontecer dentro de si. .

要は「どう反応した、どう見たか、どう聞いたか」と繰り返し自分の内に目を向けて観察しようとすることで、自分の中で起きているとの自覚、自分の中で起きていることの自覚が養われていく、そういう方向のもの、そういう方向の観察テーマ・・

Claro que, ao repetir a observação, pode ir reparando que é mais ou menos assim ou assado ou perceber o seu próprio estado não saudável, mas acho que não se trata de ir resolvendo (ordenando) cada um dos casos. . . assim penso eu . . .

もちろん、観察を繰り返すことで、現状の自分はこんな感じかなとか、自分の不健康さにも気付くことにもなるのだろうけど、決して、一つ一つの事例に整理をつけていくことではない・・と思う・・

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“Pessoa Com Auto Confiança” e “Pessoa Sem Auto Confiança” – by Ikawa

É uma classificação bastante interessante.

A imagem de uma pessoa com autoconfiança nas suas próprias ideias.
A imagem de uma pessoa sem autoconfiança …

  • Pessoas que são teimosas e se agarram à sua própria opinião e não ouvem outras opiniões. (Pessoa que está sempre em desacordo com os outros e não se funde)
  • Pessoas que culpam ou criticam aqueles que não concordam com eles.
  • Pessoas que falam orgulhosamente de si próprias.
  • Pessoas que agem como se tivessem algum tipo de autoridade

    Há uma imagem de uma pessoa que parece ser forte e dura, que empurra algo para fora.
  • Uma pessoa que está sempre a pensar “Tenho de o fazer” ou “Devo fazê-lo”, que se move sempre com tais pensamentos, que negligencia os seus próprios desejos e sentimentos honestos, com pouca autonomia, tal pessoa pode ser classificada como uma “pessoa com auto confiança“.
  • Uma pessoa que está sempre preocupada com o que os outros pensam dela, que está sempre hesitante em dizer ou fazer coisas, e que parecem fracas e pouco fiáveis à primeira vista, também podem ser classificadas como “pessoa com auto confiança“.
  • Em geral, pessoa que está insatisfeita , com alguma ansiedade, desconfiança ou cautela na sua mente/coração, tal pessoa pode geralmente ser classificada como “pessoa com auto confiança“…

A palavra “auto confiança” pode ter um significado tão vasto. …
Claro, é apenas a minha maneira de pensar (imagem minha)…

Como seria a imagem de uma “pessoa sem auto confiança“? …

Leve, suave, espontânea, direta, desapegada com qualquer coisa, franca, mas com uma qualidade de humanidade que brota, estando no meio de todos e misturando-se sempre na cena sem qualquer impedimento ou resistência…
Tais expressões (imagens) vêm-me agora à cabeça, mas penso que o seu estado interior é muito simples e verdadeiro…

* “Estado de coração com a auto confiança” e “estado de coração sem a auto confiança”

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Comparei o CNV e o Método ScienZ da As One – by S.D.

2021-03-08

Tema: Rede As One

Talvez acabe sendo um conteúdo apenas para pessoas um tanto “nerd ” e fazem CNV.

Desta vez, gostaria de comparar a me modo, a CNV ( Comunicação Não Violenta, Comunicação Empática) e o Método ScienZ da Rede As One à meu modo,


há cerca de um ano que venho aprender um pouquinho sobre CNV.

quanto a Método do ScienZ, apenas fiz o Seminário As One que é o curso introdutório dos 7 cursos.

Num dos workshops que participei na CNV, na chamada estava assim:

“A alquimia de extrair energia da frustração e da culpa e criar conexão – O CNV para a vida cotidiana”


No início deste trabalho, foi-nos pedido para

Escrever uma queixa que tenha dito recentemente a alguém.

No meu caso, lembrei-me das queixas que me vieram à cabeça no trabalho

“És estúpido ! Qual é o objetivo de me obrigar a fazer isto?

Eu escrevi assim.

Mas à medida que o trabalho avançava

Através dos meus sentidos corporais

Consegui conectar-me ao que realmente necessitava.

No final dos trabalhos as palavras que vieram

O que eu realmente queria dizer era

“Que tal falarmos sobre o que realmente precisamos e pensarmos como o podemos fazer.


Gostaria de comparar a meu modo, o que aconteceria se eu tratasse deste caso com o Método ScienZ da As One


 “output” é quase a mesma

No Método ScienZ, não se aceita o que a outra pessoa diz “como se eu próprio o tivesse escutado.
“Como será na real?”

Escutamos a intenção verdadeira outra pessoa, tentamos conversar mutuamente.

Como resultado, as palavras que saem são

Como escrevi acima.

“Vamos conversar mutuamente sobre o que realmente necessitamos e que tal  pensarmos como devemos fazer?

Penso que o resultado é quase o mesmo que o anterior.

Mas processo é bastante diferente.

Em CNV, especialmente neste trabalho

Se dá muita importância às sensações corporais e à intuição.

No Método ScienZ

Aprenderá como o “pensamento do ser humano” é feito

O seu (mecanismo) e

compreender que no seu sentido mais puro
as pessoas não estão realmente auscultando uns aos outros.

É por isso que seguimos o processo lógico

De tentar auscultar:

“O que será que está realmente acontecendo?

o CNV, que é físico e intuitivo, e

o Método ScienZ que é analítico e lógico.

Ainda que a output seja quase a mesma

mas o processo para lá chegar

parecem ser o oposto.

Sobre esta parte

Para aqueles que querem pensar com palavras e compreender logicamente

o Método ScienZ seja adequado

Se quer sentir mais com o coração e corpo

Penso que a CNV é adequada

Mas talvez…

À medida que se torna mais proficiente

as diferenças neste processo tornar-se-ão menores, e

Posso ser capaz de me aproximar de uma comunicação que seja complementar

tanto à lógica como à experiência.

A eficiência  imediata é pelo Método ScienZ ?

As emoções são coisas que surgem num processo reativo.

na CNV, quando se sente raiva

Essa raiva não são

“as palavras e ações  que se tornaram o gatilho”

mas

antes de mais nada

é observar
como sendo um algo que saiu de dentro de si

e tenta conectar
com o que está no fundo da emoção
com o que realmente necessita

no entanto

para mim é muito difícil
“observar bem, sem ser tomado pela emoção”

Às vezes consigo fazê-lo, outras vezes não consigo.

no Método ScienZ
analisei o minuciosamente
momento em que senti raiva


então…
compreendi que a raiva que senti,
foi o resultado de   
eu mesmo ter amarrado instantaneamente e inconscientemente
as “várias histórias que vivi”  às “palavras e ações que se tornou o gatilho”,

amarrando em mesmo “a minha história”
que outra pessoa nem tem como saber
estava ficando com raiva por mim mesmo

Com a aprendizagem do o Método ScienZ

Por ter olhado com detalhe o mecanismo
em que eu mesmo estava ficando raiva por mim mesmo
 

Me convenci de que eu estava enganado em ficar com raiva do outro.
Penso que esta é uma ótima forma de controlar as suas emoções.

beleza da catarse do CVC?

Quando fiz o workshop CNV no início


por detrás da frustração que surgiu na minha cabeça…

“És estúpido ! Qual é o objetivo de me obrigar a fazer isto?

Ao saber que na verdade havia um “belo desejo”

até então desapercebido,

de

“Eu apenas quero ter uma compreensão mútua com essa pessoa.”


Fiquei comovido como se o meu coração se tivesse purificado


Para além disso,

a energia de insatisfação que se tem movimentado dentro de mim

que estava a rodopiar dentro de mim.


Havia também uma sensação física como se a energia de insatisfação que estava a girar dentro de mim tivesse sido transformada

Senti como se o meu corpo e a minha mente estivessem cheios de energia.

Com o Método ScienZ

Ao compreender com a minha cabeça de que é a minha história é que estava deixando ficar com raiva.

Penso que vai diminuir drasticamente a minha raiva.


Mas penso que não se possa experimentar
a conexão com a energia do belo desejo
que está por trás das emoções
tal como no CNV.


Tentei assim ao meu modo,
comparar  a CNV e o Método ScienZ ao meu modo.

Tanto a CNV como o Método ScienZ
foram ambas grandes experiências para mim.


a CVN depende de quem é o instrutor,

há também uma diferença no conteúdo

muitas partes que não se pode generalizar

como sou do tipo que gosta de pensar usando palavras (talvez até bom nisso) e

ter participado do Seminário
que não respostas,
que faz pensar por si mesmo,
tive muitas aprendizagens

Recomendo-o vivamente a pessoas do tipo como eu.

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Seminário As One (2) – A Mudança Social Começa a partir de Dentro – by D. S.

Desta vez, gostaria de contar um dos episódios no “Seminário As One” que participei na Comunidade Suzuka da Rede As One.

Aconteceu no quarto dia do seminário.


No seminário, tínhamos a hora da limpeza todas as manhãs, e nesse dia eu estava encarregado do banheiro.


Enquanto eu estava absorvido na limpeza,
um dos membros do staff (vou chamá-la de “Sr. F”) entrou no banheiro e perguntou-me

“Está bem? Precisa de ajuda?

Eu respondi rapidamente: “Está tudo bem.

O Sr. F acenou com a cabeça e foi-se.


Penso que não há nada de especial nesta troca de palavras, mas…

Não sente algo de estranho nesta troca?



Durante este seminário, pensei muito sobre isso.

Durante este seminário, também me debrucei sobre coisas como: “Como é, o que é o real?

Interroguei-me porque é que o Sr. F veio perguntar se poderia ajudar-me.

Eu pensei: “Talvez o tempo esteja a esgotar-se!

Na verdade, quando olhei para a hora, eram 8:31.

Já tinha passado um minuto do tempo combinado para eu terminar a limpeza.

Foi por isso que ele me veio perguntar se eu queria que me ajudasse!

Foi o que eu pensei, mas…


Vocês sentem aqui novamente uma sensação de desconforto?

Se eu estivesse na posição do Sr. F…


Penso que eu ter-lhe-ia dito: “Já passou da hora!


Porque é que o Sr. F não disse: “Já passou da hora!,

apenas perguntou: “Precisa de ajuda? e saiu?   

O seminário da manhã começou logo a seguir.


Tivemos tempo para falar livremente.


Perguntei ao Sr. F “como foi na real” aquela troca de palavras.

O Sr. F relembrou o momento da troca e disse que havia o sentimento de

“Querer começar o seminário no horário, o quanto possível”,

mas

“Que havia também o sentimento de que “eu pudesse limpar satisfatoriamente”.


“Acho que foi por isso que falei assim por impulso do momento.”

Assim ele explicou.


Se o Sr. F tivesse dito: “Já passou da hora!

Eu teria terminado a limpeza à pressa.



O Sr. F não queria simplesmente executar conforme a programação,

havia o sentimento de “querer começar conforme o horário marcado”

e também o sentimento de “querer que eu limpe satisfatoriamente”

para satisfazer os dois sentimentos

impulsivamente falou:

“Está bem? Quer ajuda?

e perante a minha resposta: Estou bem”

E deixou por minha conta continuar a limpeza.


Da minha parte eu acabei respondendo reativamente apenas nas palavras: “Quer ajuda?”

Mais tarde, comecei a pensar nos “sentimentos” do Sr. F.

Na Rede As One, se dá importância ao “sentimento da pessoa”.
(O que chamamos “verdadeiros sentimentos” em As One Network)


Na comunicação diária, tendemos a reagir às “palavras” como eu reagi naquele momento

Raramente acessamos os “sentimentos” e a “verdadeira intenção” por detrás das palavras, não é?

Se é uma situação de trabalho,

Podemos estar assumidos inconscientemente a prioridade ao “cronograma e planejamento” em detrimento dos “sentimentos das pessoas”.

Mas em As One Network

Dá se importância verdadeiramente no “sentimento da pessoa” e “verdadeira intenção”.


Está a tentar praticar a comunicação e a sociedade a partir da sua própria comunidade.

Nesta troca casual, as palavras que saíram de impulso do momento

Consegui vislumbrar a sua prática diária deste ideal.

Foi um evento tão impressionante.

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Seminário As One (1) – A Mudança Social Começa a partir de Dentro – by D. S.


Aproveitei as férias no meu trabalho

Fui ao seminário da comunidade Suzuka de As One Network.

As One Suzuka é uma eco-comunidade que funciona há 20 anos na cidade de Suzuka, na província de Mie.

É uma das chamadas eco-vilas, mas

Ao contrário da minha imagem de eco-vilas,

Esta mistura-se com a cidade de Suzuka, que tem uma população de 200.000 habitantes.

Não há nenhuma fronteira em particular.

Não há regras para os membros.

Há cerca de 200 pessoas que vivem num raio a uma curta distância possível de ir de bicicleta.

Há 20 anos que pesquisam como as pessoas com pessoas podem conversar verdadeiramente umas com as outras e realizar uma sociedade melhor, constantemente repetindo a teoria e a prática.

Desta vez, fiz o “Seminário As One” que é a entrada para experimentar o método nascido dessa investigação.

O seminário durou 6 noites e 7 dias.

Fiquei sem o meu celular, computador e carteira .


Passamos o dia todo, de manhã, ao meio-dia, e depois do jantar.

Junto com os participantes sob o slogan:

“Como será o real?”

Fomos aprofundando (as coisas que pensou, sentiu, etc.)

Mergulhando no tema dado de vários ângulos.

Escrevendo desta forma, pode parecer suspeito.

(De fato, tive resistência porque precisava entregar a minha carteira para guarda)

No entanto, acabou por ser uma experiência muito interessante para mim.

Não sei o quanto posso escrever sobre o conteúdo do seminário, dando “spoiler”

É difícil de dizer.

Da próxima vez, gostaria de escrever sobre um dos episódios que me deixaram uma impressão.

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palavras e ações

é muito nítido a minha atração
pelas pessoas alegres (que aparenta alegria)
(principalmente pelas figuras femininas)
mas é apenas uma manifestação

2+2=4
o resultado (que se manifestou) é 4

1+3=4
mas poderia ter sido 1+3, a manifestação é o mesmo 4

poderia ser, 1+1+1+1 também o resultado é 4

a forma e o conteúdo

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Essência 25

Trabalho, sociedade, vida comunitária, estou tentando melhorar as coisas, mas e sobre as relações humanas?


Recentemente nas conversas da academia sobre a lavagem de roupas, guarda-chuvas,etc Nestas conversas o que serah que estou dando importância?

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“Em busca de uma sociedade verdadeiramente livre”

by Takashi Miki (https://www.facebook.com/takashi.miki)

A razão pela qual muitas pessoas estão sofrendo na sociedade atual é porque provavelmente, a sociedade está estabelecida e baseada na aplicação da força coercitiva de obrigar as pessoas fazerem (tem que fazer ! ) e impedir as pessoas fazerem (não pode fazer ! ).

Essa força coercitiva é internalizada na consciência do indivíduo pela educação, ela age de dentro para fora como uma norma social, tais como bom / mau, certo / errado, tem que fazer / não pode fazer, além disso age de fora para dentro as ficções coletivas tais como “dinheiro”, “propriedade”, “direitos”, “deveres”, “responsabilidade” e “troca”, além disso, vem por trás as coerções físicas como os castigos e punições, esta força coercitiva está sempre pressionando cada uma das pessoas, parece que a ordem social é mantida com a regulação exercida por coisas de fora e por coisas que já estão dentro através da desta série de forças coercitivas.

Está em atividade tentando expandir mesmo que pouquinho, a área de “liberdade” individual tanto quanto possível, nesta sociedade onde atuam estas forças coercitiva, não seria esta, a figura do indivíduo dentro da sociedade atual?

Dentro disso, alguns rastejam o máximo possível rio acima da força coercitiva que age de cima para baixo, tentando ganhar o máximo de “liberdade” individual possível, e uma parte das pessoas tentam repelir a força coercitiva que age de cima para baixo com a junção de pessoas, tentando obter a “liberdade” constituindo os coletivos. E a maioria dos demais desiste da força coercitiva como algo inevitável e vive os relacionamentos em compromisso com a “liberdade” a sua própria maneira.

Em qualquer um dos casos, parece ser uma atividade de conquista, confronto e concessão em relação à força coercitiva da sociedade. No entanto, a verdadeira sociedade livre, não seria alcançada pelo desmantelamento da estrutura da sociedade em si, que é estabelecida por estas forças coercitivas?

O núcleo dessa estrutura social que tem como base essa força coercitiva, não seria a revolução cognitiva da humanidade que conseguiu se tornar grupo social em grande escala pelo compartilhamento da ficção, de que fala Yuval Halari?

Chamamos isso de compartilhamento de ficção, mas na realidade, a partir do momento em que cada pessoa nasce e cai na sociedade, essa ficção compartilhada é ensinada por todos e por todas, às vezes secretamente, às vezes abertamente.

Ao compartilhar é elogiada, se não compartilhar é repreendida, fica fora da turma, dispensada e punida, cada uma das pessoas é criada na “base de doce e açoite”(recompensa e punição). Além disso, na maioria dos casos, na” boa intenção”, a coerção é herdada dos pais para os filhos e dos filhos para os netos, para que pudessem viver sem as inconveniências nesta sociedade. Por causa da camuflagem da “boa fé”, as crianças não tem outra alternativa e acabam aceitando “o doce e o açoite”(recompensa e punição), sendo incutida de que é para o bem dela mesma.

Como resultado disso, não apenas as palavras e ações, mas até o coração é suprimido e regulado pelos conceitos, ficção coletiva e pensamentos do ser humano, esta é a figura da sociedade atual, é o verdadeiro caráter da força coercitiva que penetra a base da sociedade, não seria essa a causa da sensação de asfixia na sociedade atual?

Sendo assim, não seria o primeiro passo para a sociedade verdadeiramente livre, a libertação de cada uma das pessoas, do domínio, da regulação do coração(mente), ação e palavras pelos conceitos ficção coletiva, do pensamento do ser humano, e provavelmente, o último passo?

Então, como é que vai ser libertado?

Ao observar como as palavras, as ações e o coração (mente) são regulados e suprimidos pela ficção coletiva, conceitos e pensamentos humanos, começamos enxergar a nossa própria figura que está voluntariamente se submetendo.

Além do “doce e açoite”, à medida que continuamos a receber pressão para a concordância, começamos enxergar que existem movimento do coração(mente) que tenta se proteger, submetendo voluntariamente a coisa que são consideradas senso comum da sociedade, tais como a regras, leis, sistema social, maneira de pensar, etc., ou então movimentos do coração(mente) que tenta obter vantagens a si, se submetendo ainda mais.

De conceitos sociais e sócio psicológicas tais como como bom e mau, responsabilidade, obrigação, direito, liberdade, sucesso, fracasso, esforço, justiça, injustiça, igualdade, independência, dependência, etc, até ficções coletivas e sociais tais como dinheiro, posse, troca equivalente, lucro, juros, tempo, etc, não estaríamos nos submetendo voluntariamente a coisas dadas pela sociedade, até mesmo nas coisas como o propósito de vida, a motivação de vida?

Por mais voluntária que seja, ela não passa de uma submissão, não seria este o verdadeiro caráter da compulsão que sentimos internamente, a fonte da força coercitiva e a causa da nossa asfixia?

No momento que consigo enxergar isso, isto é, quando conseguir enxergar a si próprio, amarrando a si próprio pela ficção social, então é-se livre, não é?

Não estaríamos redescobrindo o estado natural do nosso próprio nascimento?

O Método ScienZ é um processo de busca no qual você se torna ciente desse estado de “auto escravidão”, explorando e aprofundando uma série de questionamentos, de uma maneira livre e aberta num ambiente de grupo.

É por isso que chamo o Método ScienZ de “Zen do século 21”, seguindo o Zen que desenvolveu o caminho para o esclarecimento (iluminação) por meio de perguntas e respostas.

No entanto, mesmo despertos da escravidão auto imposta pela ficção social, a sociedade atual trabalha constantemente para que retornemos ao estado de submissão voluntária à ficção social.

A fim de criar uma sociedade verdadeiramente livre no meio de tudo isto, precisamos de um processo que reúna pessoas conscientes dos movimentos da mente que foram treinadas durante anos para submeter voluntariamente, e que vivem e convivem de uma forma verdadeiramente voluntária e autônoma.

A comunidade que cresceu a partir deste processo através de 20 anos de repetidas tentativas e erros é a Comunidade As One, que se mantém pela conexão aberta de pessoas autônomas na cidade de Suzuka com 200.000 habitantes.

Se usarmos uma analogia Zen, talvez possamos chamar de Sangha (grupo de monges) no século XXI.

Mas a Sangha do século XXI não tem crenças estabelecidas, não tem preceitos, não tem regras, nem tem filiação (membership). Não há fronteiras com o mundo exterior, as pessoas são livres para ir e vir como quiserem, não há líder, não há mecanismos de tomada de decisão.

A empresa de entrega de marmita “Ofukurosan Bento”, que apoia economicamente a comunidade, e a agropecuária “Suzuka Farm”, que tem cerca de 50 funcionários, ambas são operadas por meio de conversas mútuas, sem hierarquia ou regras.

Não há nada de especial nela, é uma vida natural, normal, humana sem esforço.

Sinto que as vidas das cerca de 150 pessoas que vivem ricamente, felizes e livremente nesta vida humilde e vulgar são o modelo para uma nova sociedade.

Esta é uma expressão abstrata, mas se assistir aos vídeos feitos por jovens do Brasil e da Coreia do Sul que estudam na Academia As One, penso que se pode ter uma noção mais concreta de como é.

As One Style: “Juventude” Parte 1 -Um desafio descontraído
https://www.youtube.com/watch?v=2DBmVDgFqw8

Penso que há muitas pessoas que querem melhorar não só as suas próprias vidas, mas também de alguma forma, o estado atual da sociedade.

A abordagem da construção de uma nova sociedade, que poderia ser chamada de Zen do século 21 e o seu Sangha, o Método ScienZ e a Comunidade As One podem causar talvez uma sensação de comichão, como algo que não aborda diretamente os problemas urgentes da sociedade de hoje, no entanto, penso que seja importante e interessante como uma abordagem experimental que está tentando superar a partir da sua causa fundamental, o impasse da sociedade moderna em que se encontra agora, a partir da expansão das conexões que se iniciou por meio da revolução cognitiva, de um pequeno grupo de 150 pessoas para uma sociedade global.

De qualquer forma, espero que muitas pessoas pesquisem de várias perspectivas como um experimento social único e, se você estiver interessado, acho que seria interessante experimentar o Método ScienZ.

Seminário As One
https://www.rede-as-one.org (Brasil)
http://www.rede-as-one.org/cursos/seminario-as-one/
http://as-one.main.jp/HP/seminar.html (Japão)

Uma imagem vale por mil palavras, por isso gostaria de convidar aqueles que estão interessados a visitar pessoalmente a Comunidade As One.

Passeios de experiência também são realizados regularmente.
AS ONE Experience Tour
http://as-one.main.jp/HP/tour.html (Japão)
https://www.rede-as-one.org/visitacao/ (Brasil)

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Essência 24

Hoje de manhã fiz uma conversa por zoom com o Milton e o Alam.

Eu disse que queria conversar e marcamos um horário. Eu senti que eles estavam querendo pesquisar/olhar juntos para alguns assuntos, mas minha cabeça estava só no modo de fazer ou não fazer, no modo da ação e não do conhecer.


Qual relação quero ter com eles? Qual direção quero realizar?

Afinal aquela conversa em si, com qual objetivo eu marquei, eu não sei direito.


Quando falo em fazer juntos, o que é esse fazer juntos? Eh algo para se fazer, o que é isso?


Daqui um ano eu volto para o Brasil e acho que até lá não vai estar muito claro em mim essas questões, mas se conseguir ir fazendo se divertindo acho que tudo bem.


Eu falei brincando que o Ono san tava me mandando de volta sem entender direito a situação. O Sugie san disse então: ele tá entendendo que você tá assim agora e tá falando para ir mesmo assim.


Então bora!

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Essência 23

Fico tentando ajeitar os fenômenos, a parte visível das coisas, mas como será que estou vendo essas coisas?


Coisa ruim, coisa que não pode ser, insegurança, insatisfação.


Afinal de contas qual o ponto de partida?


Se ficar focado nisso, para onde será que sou levado? Fico mantendo as coisas como estão?


O que será que existe além de tentar concertar os fenômenos?

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