Antes e depois do estagio como Zelador do Seminario em Julho

18 07 2020 – O video da academia
Essa semana saiu o vídeo da academia onde eu apareço. Ao assistir o vídeo me veio uma reflexão sobre o tempo que estou aqui, as coisas que aprendi, o quão grande foi tudo isso dentro da minha vida. 
Quero que outras pessoas tenham a mesma oportunidade que eu tive.
Vou participar do seminário a partir de amanhã levando esse sentimento..

25 07 2020 – Estágio como zelador do seminário
É a terceira vez aqui como estagiário no seminário as one, foi a primeira vez que puxei alguns temas.
Eu pensei agora em pesquisar tal tema, por favor escrevam no quadro.
Depois de cada um apresentar e ouvir a conversa um dos outros teve algo que pensou?
Todo mundo fala o que pensou. Depois dessa rodada olhei para o relógio e ainda tinha uma hora para essa rodada de pesquisa.
Ai eu pensei: e agora que que eh para fazer mesmo?? 
O Koichi San estava la, eu pensei que poderia deixar para ele puxar e tocar o seminário, mas isso me serviria para aprender alguma coisa? Então eu tentei fazer o que dava para fazer como zelador a partir do eu agora. 
O que eu pensei eh que uma dos trabalhos do zelador eh conseguir realizar o clima do Encontro As One e dai pesquisar a partir do zero com as pessoas que estão ali: como será na verdade?
O quanto que o eu consegue pesquisar a partir do Zero como será na verdade?
Com certeza tem isso durante os encontros, mas também no dia a dia, quanto eu vivo com este ponto de vista? Quanto que eu consigo usar o método ScienZ?
Ao olhar o Koichi fazer vou percebendo as maneiras de falar, os jeitos de avançar com os conteúdos, mas alem disso como será o estado de coração do Koichi? O quanto ele está seguro e sendo ele mesmo? Se ele está pesquisando a partir do Zero. Observar isso foi muito interessante.
Acho que tem também o papel do zelador nos momentos alem do encontro de pesquisa dos temas. Acho que tem o ponto de vista de ir olhando os participantes e tentando ver o quanto eles estão se sentindo seguros e podendo aproveitar o conteúdo, mas acho que no final da semana minha consciência sobre isso foi ficando fraca.
Tinham três participantes de 20 e poucos anos que iam todos os intervalos fumar cigarro la fora da casa. Ao longo da semana foi ficando divertido estar com eles e acabei entrando para o grupo deles. No sexto dia o Takki me chamou para ir caminhar, mas naquela hora eu quis ficar com eles conversando e fumando. Depois eu pensei que teria sido legal ter ido naquele momento passear com o Takki a dois.
Acho que naquela hora tinha uma vontade de ouvir a conversa deles, mas talvez não só isso. Eh um estado de coração que faz apenas o que pensa que quer fazer.
Posso fazer varias coisas, tudo bem não fazer varias outras coisas, mas afinal o que será que estava fazendo la como zelador?
Uma impressão que ficou das outras vezes foi de ouvir o Hiroya que falou algo como: a tanto que se conhece a respeito do seminário eh o tanto que ele se realiza. Com todos os elementos que tem no seminário, o que esta tentando se fazer em uma semana, qual seu objetivo?
Senti algo diferente neste aspecto em relação as outras vezes que participei como zelador. 

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impressões do seminário, 4 nov 2017

Alam me convidou para transcrever o relato do meu seminário, de quase 3 anos atrás. Relendo agora, fiquei com a sensação que quando escrevi estava tentando falar conclusões bonitas, de quem entendeu o curso. Tentando sintetizar, reunir as coisas que pensei meio em uma teoria geral, qualquer coisa assim, e aí não tava falando exatamente do que tava sentindo. Bate um sentimento ruim, de vergonha, acho meio brega eu tentando falar grandioso assim. Me deixou pensando um pouco por que vem essa vontade de falar complicado, medo de falar como tá mesmo, de onde vem isso.

Sugestão era de escrever respondendo quais as motivações para fazer o seminário, minhas impressões, coisas percebidas, refletidas e pensadas, e um “daqui pra frente”.

O Miguel me recomendou o curso no final do 3º ano do Médio. À época, não vim. Depois de vir aqui na Vila com ele para um ensaio da turma de teatro, percebi que esse lugar tem muitas coisas que eu sinto falta na minha vida e no meu cotidiano. Uma ligação despreocupada entre as pessoas, ligações genuínas e uma conexão mais estável e tranquila com e corpo e a natureza.

Não fazia ideia concreta do que seria abordado no curso, mas sabia que era algo na linha do que estava procurando. Vim para cá, enfim, em busca de uma semana aberto a meus próprios sentimentos e sua exposição sem ódio e sem medo para o outro.

Um dia há alguns meses acordei de manhã com uma ideia fixa: queria viver fazendo uma antropologia da mente, sentindo seus fenômenos, sem julgá-los, só entrando em contato com eles, como faz o antropólogo em um povo distante. Isso é o que eu buscava.

Minhas impressões foram várias.

Uma percepção muito importante foi como meu egocentrismo é a origem de muitas de minhas inquietações. Percebi que muitas vezes não me abro ao outro e a meus próprios sentimentos por estar em uma busca frenética de um caminho certo, que me leve ao “sucesso”, no sentido de me realizar plenamente como pessoa, independente de meus arredores.

Nesse sentido, ficar pensando ansiosamente em algumas questões (estou estudando o curso certo? o que deveria fazer da vida?) me segurou de imergir em alguns momentos. Ao mesmo tempo, lidar com minha cabeça nessas questões me mostrou muitas coisas. Eu sou muito maior do que a pessoa que pensa sobre mim, essa identidade que eu imagino na verdade é só um hábito de pensamento, e a mente não funciona por meio de revoluções, só de hábitos. Uma mudança no meu jeito de pensar é só olhar para outro lado, não uma questão de mudar forçosamente algo que existe. Lembrar que a vida é muito e a vida é transitória, e sentir isso na prática, é um exercício que quero guardar comigo como bússola permanente.

Percebi que sou sempre ativo e o passado não existe. Muitas vezes me prendo em ideias várias, medos, cobranças de fora imaginárias, pensamentos de que “eu sou assim”. O curso me mostrou que são ficções a serem superadas lentamente pelo seu abandono apoiado pela observação. Sei que são coisas da minha cabeça.

Saindo daqui, tenho a mente focada em tratar as bobagens que me paralisam com desapego. Percebo mais claramente que as coisas que eu desejo são em relação às pessoas, e pretendo me doar mais aos momentos, tanto recebendo como emitindo.

E saio daqui com ideias de vida prática em incubação. Se nesse momento são projetos, são valores que eu já sabiam serem meus e agora tenho ainda mais certeza, embora agora pensando que o coletivo e a vivência com o outro são mais centrais para sua realização do que eu pensava.

Uma vida calcada nas vontades do coração e em estar junto e relaxado. Provavelmente numa fazenda. Trata-se de uma conjunção de desejos do coração, militância ideológica e realização intelectual que pra mim fica mais claro, pode existir na prática e fica guardado em mim.

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relato – Seminário As One in Suzuka – Julho/2020

Há tantos pensamentos no meu coração(mente) agora e sinceramente não sei como expressá-los.
Existem várias coisas, como a segurança que vem da conexão, esperança para o futuro, desejo adicional de investigação e o lamento de que esse tempo vai acabar daqui a pouco.
Vou tentar escrever como eu sinto e sinto.
Eu realmente gostei do ato de explorar/investigar com “como será na verdade?”
Eu realmente ainda gosto de desafiar/explorar o desconhecido.
Penso que explorar/investigar “como será na verdade” é um ato de mergulhar no inconsciente.
Até agora, eu havia assumido que já vinha soltando as idéias fixas e as suposições, mas mesmo essa ideia fixa soltou.
É realmente divertido, a mudança.
Ao remover as idéias fixas e suposições instaladas inconscientemente, percebi que havia em mim o desejo que todos sejam felizes.
Eu pensei assim do fundo do meu coração.
Parece que já faz muito tempo que entro em contato com sentimentos tão inocentes e tão calorosos.
E descobri/identifiquei a causa que fazia nublar esse desejo puro.
Era um forte espírito de competição dentro de mim. E havia um complexo de inferioridade por trás disso
Sob o efeito do fascínio da investigação, à medida que a investigação foi avançando, veio à mente, os pensamento como, “eu sei”, “eu tenho mais experiência”, “eu sou mais interessante” e “sua resposta está errada”.
Eu estava comparando as minhas falas(as observações) as falas(observações) dos outros e determinando o superior e o inferior com os meus próprios critérios.
Havia ali, um eu que estava feliz em entrar no jogo de quem é superior/inferior, jogo esse que eu mesmo criei
Provavelmente todo mundo estava percebendo isso.
Olhando para a minha vida até agora, acho que o princípio da ação era o espírito competitivo de querer ser superior às pessoas.
Foi divertido com isso.
Eu não nego isso.
Em vez disso, gostaria de elogiá-lo por ter feito o seu melhor.
Eu tinha a consciência que era competitivo.
No entanto, eu não tinha consciência que havia um sentimento de inferioridade por trás disso.
Pude notar o sentimento de inferioridade enquanto me encarava no tempo denso desses 7 dias. (masculino 25, S.M.)

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sociedade que não tem nada além da satisfação mutua – [21/03/2020]

Ontem a noite foi o último dia do seminário e teve uma reunião de intercâmbio onde vieram: Koichi, Satomi, Felix e Naoe. O Felix e a Naoe contaram sobre a semana que passou na marmitaria. Ouvindo a conversa parece que na prática as coisas foram tudo bem e todo mundo se divertiu. Eles falaram algo como o Diego nem precisa mais vir. Ao ouvir isso minha reação foi: beleza, então já vou para o próximo trabalho. Depois disso fui ler o blog do Félix, daí lembrei da semana anterior que eu também estava na marmitaria. O dia a dia eh divertido, para mim, para as outras pessoas, isso não tem dúvida, mas será que realmente estamos com o coração completamente satisfeito a partir da base? 

Naquela noite durante a reunião de intercâmbio com os participantes do seminário, o Kaikun perguntou para a Satomi o que é a verdadeira felicidade. Ela disse algo como: que as crianças não sofrerem absolutamente nenhuma pressão psicológica. Algo que me emocionei ao ouvir. No dia a dia, fazendo de maneira divertida, as coisas na prática indo bem, mas muitas vezes a satisfação vem de apenas algumas coisas pontuais. Se for olhar a partir de ponto de vista do local de trabalho onde não existe absolutamente sentimentos ruins entre as pessoas, não existe raiva, não existe preocupação, a marmitaria ainda não se tornou esse ambiente. Agora que entre a galera da academia se construiu um ambiente com certa segurança mútua e conseguimos ir fazendo as coisas de maneira divertida, acho que agora tem a base pronta para começar a conhecer a verdadeira sociedade. O que será que vamos conseguir realizar juntos a partir de agora?

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durante o seminário – [16/03/2020]

16 03 2020 – Durante o seminario
Segundo dia do Seminário.
Pesquisando sobre a raiva.
O que aconteceu na verdade e o que eu pensei.
Dois tipos de postura: pensar sobre esse tema, ou com esse tema olhar para o eu como ele é.
“Aquilo na verdade foi meu pensamento”, ou “aquilo não foi o que aconteceu de verdade”. Pode falar isso o quanto quiser, mas qual eh o meu estado que está falando isso? Na verdade naquela hora, como eu vi, como eu senti?
Ir fazendo pelas teorias, conhecimentos, experiências, ou
Pesquisar a partir do Zero 

18 03 2020 – Tem aprendizados que só vem com a experiência
Desta vez estou participando do Seminário como zelador. O meu sentimento é de não estar aqui para o meu benefício próprio, mas sim em como eu posso usar o eu para que esse seminário aconteça; para que aquela pessoa consiga pesquisar o que eu posso fazer? estou fazendo com esse sentimento. No meio do caminho as vezes fico com sono, tenho alguma reação e fico com vontade de satisfazer alguma coisa dentro de mim, ao perceber esse eu, tento me voltar para aquele sentimento inicial: o que eu quero realizar através desse seminário? 

Hoje de manha, eu pedi uma mordida do pão de um dos participantes e ele me deu. Depois na hora da reunião de pesquisa o mesmo participante usou esse exemplo do pão da manhã para pesquisa. Naquele momento de manha, minha atenção estava no meu estado interno, se eu não estava fazendo cerimônia para pedir um pedaço de pão por exemplo. Mas depois pensei que não tive atenção para o que minhas ações como zelador poderiam despertar naquela pessoa, eu não tive esse ponto de vista na hora. No final das contas, o que aconteceu não da para saber se contribuiu para a pesquisa da pessoa ou não, mas acho que se for fazer o seminário de maneira inteligente, acho que entraria em cada momento o ponto de vista: e para essa pessoa agora como será?

É minha segunda vez aqui como zelador do seminário. Quando eu lembro do dia a dia na marmita, tem vários pontos de vista que só surgem conforme vão se acumulando experiências. Mesmo tendo o sentimento de querer fazer de tal maneira, mesmo querendo fazer as coisas de maneira inteligente, tem muitas coisas que soh se só se aprende a partir do acúmulo de experiências. 

19 03 2020 O lago da filosofia
Quinto dia do seminário. 
Não apenas para mim, mas o que sera para o ser humano:
A verdadeira satisfação, a verdadeira segurança, a verdadeira felicidade.
Esse eh o lago perto da casa onde se realizam os cursos.
Durante esses três anos eu filosofei muito vendo essa paisagem

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