Vida Humana – Julho 2019

Impressões da semana 6 a 12 de julho de 2019

Na base de tudo tem a vida que quer viver. No caso da vida humana, o ser humano precisa de alimento e atenção/carinho para viver. Se estiver bem alimentado no corpo e no coração, vai crescer saudavelmente. Em algum momento pode ser que falte alimento e se sinta insatisfeito ou inseguro. Essa situação, do jeito que foi percebida na época, fica gravada na memória como perigo!. Depois disso, essa pessoa continua sendo alimentada e crescendo, mas ainda permanece dentro dela o medo do perigo: medo de ficar sozinha, medo de passar fome, medo de apanhar, etc. Para se proteger disso, se apega a ideias como “se eu for sempre educada não vou ficar sozinha”, “se acumular muita riqueza não vou passar fome”, “se cumprir as regras não vou apanhar”, por exemplo. Então, começa a depender disso para se sentir segura; mas, por mais que seja educada, rica e obediente, ainda está insegura e se sente insatisfeita. Além disso, transmite sua experiência, mesmo sem perceber, para os filhos e outras pessoas da sua influência: “tem que ser educado”, “tem que ficar rico”, “tem que obedecer”… Essa pessoa está vivendo como se ainda estivesse insatisfeita ou insegura, porque acredita que o perigo está acontecendo agora, e não que está gravado apenas na sua memória. Para se sentir segura e satisfeita teve que se esforçar muito, porque nunca era o suficiente; e por ter se esforçado, acredita que nunca recebeu nada e que conquistou tudo sozinha.

Uma pessoa que cresceu, cresceu graças às ações das pessoas, talvez até do mundo todo. Quantas pessoas estiveram envolvidas na produção dessa caneta e desse papel (agora computador), que estou usando para escrever, e da língua portuguesa e das ideias que escrevo? Por mais que muitas vezes tenha me sentido solitária, será que em algum momento realmente estive sozinha? Ficar ou não sozinho não é algo que depende de determinadas palavras ou ações “corretas”, mas da própria natureza dos seres humanos, que naturalmente querem ficar juntos e se misturam, tal como gotas de água. De fato, não há muito com que se preocupar e, assim, a inteligência humana pode se direcionar para o conhecimento e realização da vontade original de viver como ser humano. Como seria? Vamos fazer juntos? Esse é o meu desejo.

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Curso para Conhecer a Vida Humana

Curso para Conhecer a Vida Humana
Scienz School Suzuka Japão
10 a 16/02/2019
Romeu Mattos Leite.

O que é vida Humana?
Acho que existe um principio, uma força que nós humanos não conseguimos captar com nossas ferramentas de percepção, não dá para ver ou sentir como é a “vida em si” só podemos perceber seus efeitos, sua manifestação.
Essa força chamamos de vida, e sua presença dentro de um corpo causa o estado que chamamos de “estar vivo”, essa mesma força está presente em animais, plantas, bactérias, protozoários e etc,,,, no caso da vida humana, vemos o corpo respirando, se movimentando, emitindo sons, e através desses fenômenos dizemos que está vivo, mas não vemos a vida “em si”, quando está sem vida, morto, não vemos o que saiu daquele corpo, nem para onde foi, mas dá para perceber sua ausência e isso faz toda a diferença.
Sem vida, em pouco tempo, o corpo começa a se deteriorar e servir de alimento para outros tipos de vida, mas aquela pessoa, aquela personalidade não existirá nunca mais, cada pessoa, na vida humana é única, só se apresenta uma vez.
A reencarnação pode existir, mas será outra pessoa, em outro tempo, com outras influencias, não dá pra dizer que é a mesma persona.
A vida nos seres humanos se manifesta com características especificas, de forma diferente dos outros animais, no corpo, nos pensamentos, sentimentos, na criatividade artística, na comunicação entre si e com outras espécies, temos o jeito humano de manifestar a vida.
Na vida dos humanos, a parte psicológica tem um papel bastante grande no comportamento, e influencia bastante os nossos movimentos.
Como venho me movendo?
No dia a dia tenho a percepção consciente que me movo pela minha vontade, mas percebo também que tem momentos em que não me movo pela minha vontade pura, a minha vontade é influenciada pela vontade de outras pessoas, como percebi no Naikan, na infância, quando ia para a escola, apesar de mover minhas pernas por minha própria intenção e consciência, eu não ia por minha vontade original, eu ia mais pela vontade da minha mãe, ou seja: escolhia o “menos pior” pois tinha medo de apanhar e que as consequências de não ir, seriam piores que a chatice da escola.
Simplificando, existem momentos em que me movo pela minha própria vontade pura, existem momentos que minha vontade é distorcida pela vontade de outros, existem momentos que a vontade de outros altera a minha vontade e as vontades convergem, de forma que a vontade de outros passa a ser também a minha vontade, como ex.: se estou comendo com vontade de comer inteira uma banana e meu filho me pede um pedaço, eu fico com vontade de dar.
Além da vontade, para nos movermos, precisamos ter energia, e suporte material, para ir a escola, preciso de comida, casa, roupa, livros, cadernos, etc, no meu caso, além do suporte material, precisei também da vontade de minha mãe.
Na parte física, para me mover, preciso de energia que vem do sol, dos alimentos, preciso do ar, das outras pessoas que fazem tantos serviços e suportes para construir a escola e manter minha vida.
Nasci nesta sociedade venho me movendo dentro da sociedade/humanidade, com as energias e vontades que circulam nesta sociedade.
Penso na imagem de um peixe dentro do oceano, nasceu no oceano, sua mãe e seu pai, todos seus ancestrais nasceram e viveram dentro do oceano, durante a vida ele vai se movendo, comendo as coisas que tem no oceano, suas fezes vão para o oceano, ele vai crescendo, se reproduzindo no oceano. Tudo o que ele faz é dentro do oceano e o efeito e repercussões de seus movimentos e ações acontecem no oceano. No caso do peixe, vemos a agua e dizemos que ele está dentro do oceano, mas, assim como o peixe, me movo pelas forças e vontades que estão no planeta. No dia a dia, não temos a perspectiva de “estar contido no planeta”, mas assim como o peixe não vive fora d’agua, nós não vivemos sem o ar, não vivemos fora do planeta.
Se o peixe tem vontades estas também foram formadas por influencia das coisas do oceano. Dentro de tudo isso, “a minha vontade” (e a do peixe) é uma fração de todas as energias que permitem que eu me mova, e mesmo assim, aquilo que vem da minha consciência que chamo de “minha vontade” será que é minha?
Para ter essa vontade de escrever aqui agora, como ela se formou dentro de mim? Pra começar, precisei ir aprender a escrever na escola, que já não frequentei bem pela minha própria vontade, se não existisse escola, nem minha mãe pensaria em me enviar para a escola. A minha própria “personalidade” foi formada pelas influencias da criação que tive, das coisas que vi, ouvi, li, assisti no universo em minha volta, “no oceano da minha vida” se essas coisas tivessem sido diferentes, se eu tivesse nascido em outra família, em outro continente, se tivesse tido outra historia de vida, com outra cultura, certamente minha personalidade e minhas vontades seriam diferentes.
Mesmo o planeta não existiria sem o sol, a lua, os outros planetas, as forças gravitacionais e tudo que faz com que ele continue existindo.
Parece que fui longe demais, mas vejo que na realidade, um único movimento meu, envolve todo o universo, muitas coisas desconhecidas “des-conscientes”.
Mas, vejo como mais importante disso não é ter esse conhecimento e escrever isso aqui, qualquer livro pode conter isso, mas, refletir até que ponto essa visão está incorporada em mim? Viver com ela no dia a dia e não deixar isso simplesmente como um conhecimento armazenado na “prateleira empoeirada” da minha memória.
O eu da consciência e o eu real. O que estou tomando como “eu”?
No dia a dia, se fico “alterado” triste, ofendido se alguém fala por exemplo que um trabalho que fiz é ruim, porque fico assim? Será que eu acho que o trabalho sou eu?
Estou tomando como eu aquilo que a pessoa está dizendo? Pra começar, achar que “eu fiz” é desprezar toda a parte do universo, é achar que o peixe existe sem o oceano. Acontece também de pedir alguma coisa a alguém e essa pessoa dizer que não vai fazer, ou nem mesmo me dar uma resposta, e nesse momento me sentir ignorado, desprezado, o que é isso? O meu pedido sou eu?
A pessoa é ela, o universo se manifesta nela da forma dela, ela tem seus motivos, tem as vontades que se manifestam nela de acordo com a historia de sua vida, que é diferente da minha, então, porque me sinto rejeitado? Parece que a pessoa está desprezando algo de dentro de mim, minha própria essência.
Sou testemunha de que é desgastante viver sem auto consciência que essas coisas são todas pensamentos humanos, distintas da realidade.
Ao aparecer essas reações, posso observar que isso está acontecendo em mim, agora posso falar disso levemente, como sendo reações do meu estado atual, e ir revendo e procurando de onde vem isso, procurando entender o mecanismo, constatando que é meu pensamento, não me culpar, não tem arrependimento, mas tem pesquisa, observar através da “engenharia reversa” ir da reação que se manifestou em mim, voltando e procurando qual foi o pensamento que serviu de base para essa reação. Se não conseguir enxergar, deixar de lado por hora, apenas observar, não julgar, não abafar, não esconder, compartilhar com outras pessoas, ouvir levemente, sempre.
Acontece muito de eu ter sentimentos negativos, me sentindo ofendido pela fala de alguém quando estou num estado de stress, estou me achando muito ocupado ou com pressa, quando quero algo “pra já”, ou estou achando que não tenho tempo para refletir mais profundamente sobre o acontecido, mas o que é se achar ocupado? Invariavelmente nessas ocasiões existe na base um estado fixo que algo “tem que ser feito” por isso fico ocupado comigo mesmo como se tivesse que apagar um incêndio, nem passa pela cabeça tentar ver o estado interior da pessoa que me disse aquilo que tomei como ofensa, o que levou ela a dizer aquilo e como está o estado do coração dela. Obviamente também não olho para o meu estado interior, o meu verdadeiro desejo.
Não é que eu não tinha conhecimento de que as ações vem de pensamentos e sentimentos que estão em nosso interior, mas aparecia algo assim: “tudo bem, tem também o estado interior, mas agora não tenho tempo para ver isso, primeiro vou fazer o que tem que ser feito”
Sobre sensação de segurança, também tem a ver com o estado interior de “tem que fazer” por exemplo, quando fui para Tokyo, surgia: não posso chegar atrasado, não posso errar o trem, não posso me perder em Tokyo, etc. Esses pensamentos me fazem sentir inseguro, mas tudo isso pode acontecer na realidade, posso errar o trem, posso chegar atrasado, vou fazer o possível para não acontecer porque não quero que aconteça, mas é diferente de achar que “NÃO PODE ACONTECER”
Se acontecer, posso continuar sendo eu mesmo, e fazendo o “possível”, para resolver as coisas que não quero da forma mais adequada que eu enxergar a cada momento.
Perguntaram se eu posso ir imediatamente para Chikoku, e viver lá sem avisar ninguém. Tentei não deixar o meu conhecimento de saber que na realidade eu posso, me atrapalhar nessa reflexão, me surpreendi ao aparecer em mim, o “não sou o tipo de pessoa que faz uma coisa dessas”. Achei interessante porque eu não achava que teria esse pensamento oculto, sempre me considerei “porra loca” talvez com a idade, agora eu ja esteja me vendo, como um senhor responsável que não desaparece assim, sem dizer nada a ninguém de uma hora para outra, embora tenha sido uma percepção nova, ela é coerente com outras que apareceram como a de achar que pela minha historia eu precisaria ser respeitado, sinal da idade? Foi uma percepção que vi com leveza, sem culpa e seguirei observando isso.
O que é satisfação?
Percebi que a satisfação é um desejo básico, assim como a busca pela felicidade, já nascemos com esse desejo, desejo satisfazer com leite materno, desejo de atenção, desejo de carinho, amor.
Buscamos satisfação do corpo e satisfação emocional ou espiritual, mas não é aquele espiritual da consciência de acreditar que existem “seres superiores” que são incorporadas em nós.
Esse tema se liga ao tema do pedido e correspondência.
Quando faço um pedido a determinada pessoa e ele é atendido, me sinto satisfeito. Quando determinadas pessoas me fazem um pedido, fico satisfeito em poder atender, ou ao ver que a pessoa se sentiu satisfeita com minha tentativa de atende-la. Mas não é com qualquer pessoa, são pessoas especificas, O pedido nem sempre é claro. É preciso ver bem no fundo de nós mesmos para saber o que queremos de verdade, assim assim como das outras pessoas as vezes precisamos pesquisar juntos para saber o que esta pessoa esta querendo na realidade.
Atualmente na sociedade, os desejos materiais não tem fim, quanto mais se tem, mais se quer, não adianta ter satisfação material, se o coração não for contemplado, com sentimentos humanos, vai continuar procurando essa satisfação, e sem entender que o que satisfaz o coração não são coisas materiais, as pessoas continuam tentando se satisfazer, se suprir com o suprimento material quando, na realidade o que está em falta são sentimentos humanos, é bem comum também, neste estado de falta de suprimento do coração, procurar isso em diversão, vaidade, álcool e outras drogas, mas isso também não tem fim.
Nossa mente cria a ilusão de que somos separados do universo, e isto tem ligação com o sentimento de carência, de solidão, nós é que criamos essa separação, separamos na mente, damos nome e passamos a acreditar que aquilo que nomeamos é algo isolado do resto do universo.
Essas reflexões que tive neste curso, não são verdades absolutas, são coisas que estou pensando, constatando agora, vou continuar observando no dia a dia como será na realidade?

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Conhecer a Vida Humana, o que é ?

2009.08.29

Em primeiro lugar, pensei sobre o que é a vida humana, o que é/como é,  o que significa esse fato de “uma pessoa viver a sua vida humana”. E ao me observar melhor, me vendo como está a minha consciência sobre o “viver”, notei que é muito provável que   eu esteja agindo no meu cotidiano, com base na ilusão de que estou vivendo é com a a minha vontade própria. O ser humano, também esse “eu” existe, vive e sobrevive, independentemente  da minha vontade, desejo e pensamentos. Pensei que desse equívoco a respeito da essência da existência humana, deriva para todo o resto no meu rumo e modo de vida.

   O ser humano nasce e no processo de crescimento, quando chega numa certa fase, começa fazer perguntas insistentes e curiosas aos adultos, porque isso? porque aquilo? sobre qualquer coisa.

   Através dos 5 sentidos, vai captando o seu entorno, os pais, os fenômenos do meio ambiente circundante, parece estar equipado naturalmente de espírito buscador e curioso, porque será que isso acontece? Tenho na minha memória, com uma clareza límpida, quando estava brincando com a terra no jardim, o momento que surgiu uma pergunta com uma enorme curiosidade:  de que é feito esse solo? por que existe o solo? da onde veio?

   O que acontece se a potência da curiosidade de saber, “O que será que está acontecendo?” é suprimido pelas influências dos adultas ao nosso redor? Provavelmente o ser humano, nasce originalmente em um estado de coração estável e de segurança, no entanto ao ser colocado num ambiente que gera insegurança e instabilidade, essa potência da curiosidade, de querer saber, não só para de crescer, passa a buscar a estabilidade e segurança na maneira de pensar e ver fixada, “isso é assim”, “isso não tem erro”, não seria isso?

   Penso que a potência de quer saber, naturalmente equipado no ser humano, naturalmente se expande e os olhos vão se voltar naturalmente para a essência das coisa, a origem das coisas, e assim sobre as sua própria origem e também sobre a origem dos seu próprios sentimentos. Assim, inevitavelmente, ao observar as pessoas, o ser foco vai para o “porque será que o outro pensa assim?”, além das palavras e ações, colocando o foco da atenção, tentando fazer a leitura, tentando captar o coração dessa pessoa.

   No início de agosto fiz o Curso Naikan, e enxerguei o quanto estava sem noção (sem a auto-consciência) em relação ao fato de ter recebido da mãe, pai, esposa, irmãos, das coisas do meu redor. Melhor dizendo, penso que mentalmente eu sabia, lendo os relato das pessoas que fez Naikan, lendo livros, mas se não fizer o trabalho concreto de trazer do real da minha memória, o real das coisa que aconteceram, não passa de algo superficial, algo emprestado sem conteúdo.

   E assim, quanto mais tomei ciência desse eu que foi formado pelas coisas que recebi, recebi e recebi, naturalmente e calorosamente, vi o meu sentimento de gratidão tomar a dimensão maior. Especialmente em relação a minha esposa, tomei o maior tempo para esse trabalho, isso porque naquela época que nós nos conhecemos, o meu estado psíquico/espiritual estava instável, desta vez eu queria fazer uma revisão e deixar em ordem, deixar feito um balanço geral.

Dei uma espiada no eu daquela época, quais foram as minhas motivações da época querer participar do “Yamaguishi”, o quê e porque eu queria fazer? Estava numa encruzilhada, havia terminado a minha formação universitária de médico veterinário, poderia continuar trabalhando no sitio da família, criando galinhas, plantando café, ou me empregar nalguma empresa, ou repartição pública, me encaixar como uma engrenagem  ganhando um salário. Na faculdade, me envolvi com movimento estudantil, movimentos sociais, as mudanças sociais, o interesse foi mudando para filosofias orientais, comunidades, e também na agricultura natural/orgânica. Também havia a vontade de conhecer a minhas raízes nipônicas, foi quando conheci Sr. Hideo Maeda, fiquei sabendo que havia a Associação Yamagishi e as práticas em forma de Jikkenti no Japão. Me inscrevi como estagiário na Estação Experimental Agropecuária de Shiojiri na Província de Nagano, consegui o estágio de 10 meses. Foi a minha primeira estada num país estrangeiro, eu que cresci num ambiente com diversidade racial/cultural característico do Brasil, não foi fácil a adaptação numa cultura mais tradicional e conservador, ainda mais num ambiente de instituição pública. Foram desgastantes as relações humanas carregadas com com um sentimento contraditório anti-nipônico que vim nutrindo na infância, típico de um nissei que não havia conseguido resolver a questão de identidade cultural (brasileiro ou japonês?) . No último mês de estadia no Japão, fiz o Tokkou e Escola de Kensan e voltei ao Brasil.

Voltando ao Brasil,  parece que a estrutura de valores deu uma balançada, fiquei um período num estado de instabilidade psicológica/emocional bastante crítica. Penso agora que, fui buscar a estabilidade psíquico/emocional no casamento e no sonho de realizar a comunidade Yamagishi. Penso agora que estava colocando peso, dando a importância no jikkenti como uma forma, tal como o casamento como uma forma. Uma maneira de ver equivocada que toma a fixo como estável.

Já se passaram mais de 20 anos, mesmo olhando/refletindo hoje, a minha maneira de ver as pessoas próximas a mim, parece que na base ainda carrego o rabicho da maneira de ver que coloca o peso maior no aspecto exterior/superficial (o que foi manifestado), tais como,  o outro fez/não fez, etc.

Vejo e ouço as palavras e ações das pessoas, vejo e ouço as minhas palavras e ações, mas por trás disso, existe a humanidade, o que é dela mesmas, o estado do coração.  Gostaria de prosseguir colocando o foco aí, observar aí.

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