Impressões: Curso para Conhecer a Sociedade

Vou traduzir o que escrevi aqui, mas talvez não dê pra entender muita coisa

“Ao invés de ir criando pensamentos a partir de palavras, tentar colocar em palavras o que realmente tem dentro de si”.
Dessa vez foi tipo expor o que surgia dentro de mim do jeito que surgia, sem enfeitar as coisas.
Não acho que deu pra colocar tudo realmente do jeito que estava, mas também não fiquei tentando fingir que sei mais do que sei.
Acho que deu pra participar a partir do que realmente tenho agora dentro de mim.
Tipo o meu estado insalubre atual, as coisas que penso que são a sociedade, onde eu estou forçando as pessoas.
Um exemplo legal foi achar que a sociedade são os prédios, mas se olhar um formigueiro e dizer que o ninho é a sociedade das formigas, é dizer que um buraco é a sociedade.

Se colocar algumas pessoas numa ilha deserta e elas se encontrarem, vai surgir algo dentro delas pra tentar sobreviver de uma forma mais fácil/eficiente.
Parece que a sociedade nasce quanto tem uma pessoa com outra pessoa, e nasce de dentro das pessoas, naturalmente (!).
A sociedade nasce a partir de pessoas, estando com pessoas.
E o desejo da sociedade também é para pessoas, lá desde o começo sempre foi pras pessoas. Dentro de cada um dos 7 bilhões e tantos humanos.

Tem esse estado que não consigo conversar, que tento mover os outros.
Tem um monte de coisa atrapalhando e não consigo enxergar o que eu normalmente quero das pessoas.
É um estado que não consigo ver nem botar pra fora o que eu pediria pras pessoas.
Daí mesmo que alguém me pergunte “o que você quer fazer?”, eu simplesmente não enxergo nada nisso.
Então como seria um ambiente que faria surgir esses desejos que eu tenho em relação as pessoas?
Um ambiente que eu até sairia perdendo se não botasse tudo pra fora.
Mas espera, esse é o normal, eu já estou perdendo.

Na Academy agora, acho que tem muita coisa que fica só dentro de cada um.
Acho que ainda dá pra criar muitas coisas, crescer num ritmo mais rápido ainda, no dia a dia, nas reuniões, no trabalho.
Essa força pra fazer as coisas acontecerem ainda tá muito fraca.

Talvez eu fico achando que não consigo realizar essa sociedade que desejo por pensar que estou cheio de coisas insalubres, de tentar forçar ou mover as pessoas.
Mas essa sociedade para as pessoas é algo que tá naturalmente dentro de mim. Tendo esse estado insalubre ou não dentro de mim, a sociedade tá aqui.
Não tem nada de ficar distorcendo o que realmente tem dentro de mim pra combinar com o resto.
Só tem o que realmente há dentro de mim e se der pra enxergar isso, acho que não acontece mais de ficar sendo controlado por pensamentos.
É fácil, uai (acho)

今は人を動かそうとするのがあるから、
そんな社会、できないって思ってるのかな
でも人のための社会って、今自分の中にあるもの
不健康があっても無くても、社会はある
なにも外に合わせるものなんてない
本当に自分の中にあるもの
実際にあるもの
そこ(底?)が見えたら考えとかにもとらわれないかな
簡単なもの じゃん(かな)

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curso para conhecer a sociedade

Conhecer a Sociedade – 24 a 30 de maio de 2020

Na última conversa depois do Naikan, o Hiroya da Escola ScienZ sugeriu eu participar do Curso para conhecer a Sociedade.
Eu entendo o Naikan estar sendo preparado para conhecer a si em relação as pessoas ao redor, a realidade de que eu fui formada recebendo as coisas pelo ambiente, pelos atos das pessoas.
Eu estava mais pensando em querer participar de um curso básico como Conhecer a si ou Olhar a si para resolver melhor a questão da auto-consciência em relação ao meu pensamento, pois no programa de treinamento do método ScienZ percebi como muitas vezes meu interesse não vai nem um pouco para –Como será que é de fato, na real?, mas como fico presa a todo tipo de pensamento como –aqui as coisas são assim, isso tem que fazer, aquilo não pode fazer.
Mas pela chamada senti vontade de participar do Curso para conhecer a Sociedade.
Um outro ponto que me deixou com vontade de aproveitar bem do curso foram as últimas palavras do Patrick antes de ir ao curso. Ele escreveu –Eu também queria…-
Acho que prometi dentro do meu coração para o Patrick que eu ia fazer o curso como se fosse no lugar dele.Demos partida com algumas perguntas para aquecimento.
O que é a Sociedade? Qual a relação da pessoa com a Sociedade?
Se qualquer pessoa agir livremente, como fica a Sociedade?
Reagi bastante a esta pergunta, no sentido de simplesmente não conseguir imaginar muito além de caos, desordem, injustiça, com algumas pessoas aproveitando para tirar vantagens e outras sofrendo com faltas. Incomodou bastante de imediato. Parece que não existe nenhum modelo para se apoiar, para imaginar o funcionamento de uma sociedade com todas as pessoas, sem exceção, se movendo agindo livremente. Funcionaria talvez com *Pessoas boas, aquelas que tem consciência das necessidades da empresa, que não vão passear em um dia lindo mas sabem que tem um compromisso com os colegas de trabalho. Apesar de enxergar a incoerência de aceitar a ausência de um colega por motivos de doença e não aceitar a ausência por querer passear, não consegui passar muito alem das ideias comuns de responsabilidade, de colocar uma ordem de importância, etc.
Ao longo da semana se levantou esse véu e hoje vejo claramente~
A livre vontade existe para realizar a felicidade da pessoa.
Estamos neste mundo para realizar a nossa felicidade que é o estado saudável e normal do ser humano, a figura dele em conformidade com a razão.
O que nós move é a vontade que temos dentro de nós que originalmente é livre. Se nós nos submetemos voluntariamente as regras, leis, compromissos ou tolhemos a nossa livre vontade pelo medo de ser punido, castigado ou criticado, estamos nos movendo pela obediência voluntaria. É uma vontade, um querer, mas não é mais a vontade originalmente livre.
Também nao é tao difícil de conhecer a livre vontade.
Quando eu estou em um estado de não ter escolha, não estou com a livre vontade.
Não ter escolha? Quando acontece algo assim se eu vivo num mundo livre? Não estou numa prisão, vivo numa sociedade onde o ir e vir é pouco restrito. Mas mesmo assim me pego muitas vezes em um estado de auto-paralização. Pediram por ex. de guardar as cobertas durante o dia. A princípio eu concordo com esse desejo, quero responder a ele. Mas de repente percebo que eu não consigo mais deixar as cobertas no chão. Não existe mais a opção de deixar fora, =largados=.
Chega até o ponto de sentir insatisfação com a pessoa que pediu, como se ela estivesse me vigiando o tempo todo, tolhendo a minha liberdade.

Porque nao consigo reconhecer a liberdade da pessoa?

Tem que ?
Não pode?

Nao existe nada que tem que ser feito.
Tem que fazer é uma ideia fixa, um pensamento humano.
Também nao existe nada que seria bom fazer.
Podemos tudo deixar do jeito que está.
Nao precisa fazer.
Nao precisa mudar.
Do jeito que está está tudo bem.
Vivemos dentro de um mundo que fornece tudo que precisamos. Por isso estamos vivos.
Vivemos das coisas que existem.
As coisas que existem chegam até nós pelo fluxo natural da Natureza, as coisas feitas pelas pessoas chegam até nós pelas acoes das pessoas. Está assim.
Para viver uma vida de satisfação plena é importante conhecer essa realidade. Se alguma coisa chega até mim, é porque tem um ato de uma pessoas por trás. Nao é a ambulância que chega, é uma pessoa que dirige a ambulância até mim. Nao é o carro de bombeiros que chega para apagar o fogo, são pessoas que apagam o fogo. Não é a encomenda que chega, são pessoas que a preparam, pessoas que a trouxeram. Não existem motoristas, bombeiros, entregadores, médicos. Somente existem pessoas que fazem, que realizam, tendo uma vontade própria. Nao existem cargos e funções, existem pessoas que gostariam que coisas fossem feitas (tem pedidos e desejos, e tem pessoas que respondem a esses desejos e pedidos.

A questão da igualdade.
Achava que a igualdade consistia em todos terem acesso por igual, independente da posição, da idade ou qualquer outro aspecto que poderia diferenciar as pessoas. No sentido de todas as pessoas poderem manifestar a vontade por igual. Pensando bem, seria em outras palavras TER O DIREITO DE MANIFESTAR O DESEJO. Mas de fato qualquer pessoa pode fazer o que ela quiser com o bolo. Pode comer ele por inteiro, pode usar para jogar na cara de alguém, pode levar o quanto quiser para comer com outras pessoas. É livre para agir. Essa é a realidade. Conhecendo essa realidade, eu não preciso querer impedir a pessoa de fazer algo, a controlar. Eu posso calmamente expressar o meu desejo também. Não existe motivo para insatisfação ou culpar ou reprovar a pessoa. É o desejo dela. Todas as coisas podem ser usadas por todas as pessoas, de todas as formas. Nao existe restrição além de pensamentos como direitos, adequado ou não, justo ou não. Eu acho que até agora eu estava olhando para os atos das pessoas medindo se a pessoa estava tomando além o que eu considerava a quota dela. E isso também me impedia a olhar para o meu próprio desejo, e junto com isso não conseguia mais falar ele para as outras pessoas. Tolher a liberdade do outro e tolher a própria liberdade. Com essa insegurança eu escolhi colocar distancia entre mim e as pessoas, reservando escondido algo que eu queria comer sozinha ou com determinadas pessoas.
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Foi desenvolvido o método ScienZ. A primeira etapa é conhecer o pensamento humano. O pensamento fixo que existem coisas que tem que ser feitas.
Será que eu tenho auto-consciência que é pensamento meu.
Direitos, deveres, responsabilidade, posse, compromissos…
O sentido desses cursos não é entender os conceitos, as noções, das palavras, mas de conhecer a realidade. Será que eu avancei neste sentido. Nos meus sonhos aparecem com frequência situações de enganar alguém ou de não conseguir chegar a um lugar que eu queria ir. Parece como não fazer o que eu quero fazer, como fazer escondido o que eu quero fazer.
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Construir a sociedade
Cuidar das relações entre as pessoas, dando importância ao lado interno das pessoas.
Amar a sociedade e sendo amado pela sociedade.
Para que possamos viver juntos numa proximidade e intimidade de uma família.
Uma estrutura que tem como objetivo de realizar a felicidade de cada um, sem nada a ter que se submeter contra a livre vontade, sem nenhuma tipo de falta.
A livre vontade existe para ser feliz, para realizar a felicidade.
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Passei essa semana junto com Ono san, Hiroya, Ushimaru san, Reiko san de Okinawa, e a jovem mãe Yumi, com a filhinha Kokoro que foi trazida por outras mães para pousar todas as noites. A Keiko san e a Maiko tyan comeram com a gente algumas vezes.

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No dia seguinte após o “Conhecer a sociedade humana”…

O carro estava no oco em relação ao combustível.
Será que vai dar prá chegar no posto?
Fui tentar colocar! “Eu colocar?”

O posto fica do outro lado da pista, fiz o contorno, mas já estava piscando e o carro perdeu a força.
Na minha cabeça vieram vários pensamentos, de se ficar ali na estrada, ia ser ruim, não queria incomodar alguém em pleno domingo, o pessoal do posto não viria trazer combustível, etc.
Já me vi ali parada. O pensamento virou fato, e fiquei insegura, com medo.
Daí olhei prá mim e observei o que eu quero!
Eu quero é conseguir chegar no posto, só isso!
O carro já estava andando muiiiito lentamente sem força, no acostamento.
Mas aí, agora tranquila internamente, apenas percebendo a minha vontade, e vendo o estado real da situação.
Hahahahah …!!!
Foi muito legal poder ver o carro quase parando e eu apenas vendo com calma a minha simples vontade, ver de fato o carro “lentamente”, e um silêncio na mente. Apenas observando, observando…

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Curso para Conhecer a Sociedade [ 2019/06/01]

A [sociedade] na situação atual, o que a move?

O [eu] na situação atual, o que me move?
Ao me olhar olhar para trás, através da minha memória pela prática de Naikan que fiz no último mês de maio, tentando observar as coisas que recebi do meu entorno e como se formou esse [eu], desde o meu nascimento até agora, emergiu essa figura que se move quase 100% com coisas de fora, tais como “sentimento de alienação”, “como será que estão me vendo?”, “o que será que pensam de mim?”, “vontade de culpar o outro”,  “vontade de censurar e obrigar o outro”, “sentimento de vingança”. Mas 100%? Talvez, quando estou me movendo com coisas de dentro, é como o corpo saudável que respira normalmente, não fica gravado na memória, não fica registrado na consciência (não fica na memória) .

Tem quê ! Não pode !
Na maior parte da sociedade atual (família, escola, trabalho, política, etc.)  funciona um sistema onde se exerce uma pressão psicológica e punição desde a infância, provocando o medo e implanta nas camadas mais profundas do coração/mente, a idéia fixa de que existe algo “a coisa” que [tem que fazer/ser – não pode fazer/ser]. Conhecendo esse mecanismo, um tipo de dispositivo que está na raiz da construção sociedade atual, pensei que fosse importante esse primeiro passo, de reconhecer que tenho infiltrado profundamente em mim, a visão de ser humano, a visão de sociedade, formada/forjada por esta sociedade baseada na coerção e restrição, onde eu cresci e me formei. Conhecer que me movo baseado nisso, reconhecer isso e mim.

Forçar
Forçar a mim, forçar os outros, forçar a sociedade, comecei enxergar o eu que está forçando. Estava vagamente me percebendo, a minha atitude de crítica social. Principalmente quando começa o governo de extrema direita com as políticas públicas que desprezam as partes necessitadas da sociedade. Dá vontade de dar um pitaco, protestar, criticar, ironizar, ….o que será isso? Estava espalhando isso postando no meu FaceBook. Comecei enxergar que existe em mim “um estado de coração”,  que não estava distinguindo em mim, o “meu sentimento/desejo de que não façam isso” da minha postura(o estado de coração) de “isso é [uma coisa] que não pode fazer !” Um estado de coração que enxerga as coisas que não tem. Cria [a coisa] que tem que ser feita, e enxerga [a coisa não feita] como algo real, concreta. O que existe de fato, o que existe na real são os meus sentimentos que estão dentro de mim. Olha as políticas públicas como [as coisas] que têm que ser feitas (como se as obrigações/deveres existissem de fato), quando elas são executadas (na real e de fato), tomo isso como obviedade e não enxergo. Não enxergo porque é uma obrigação, é natural ser executada. O que enxergo é algo inexistente, [a coisa não feita]

Propriedade, distribuição, igualdade
Na realidade, no mundo real, tudo está num estado em que qualquer um pode usar.  Com o pensamento do ser humano, colocamos os cercos, estabelecemos divisões, a partir da visão de posse tentamos proteger com o [tem que fazer assim, não pode fazer assim. Nesse curso, a partir do exemplo da divisão de um bolo e das bananas, ficou muito clara a visão de posse, a visão da distribuição e a visão da igualdade forçada que está incrustada em mim.  Ao colocarem um bolo inteiro sobre a mesa na frente de nós 4, imediatamente e inconscientemente enxergo como a minha, o bolo dividido em 4, sendo a minha a quarta parte, a visão de posse distribuída igualitariamente. Com a visão de igualdade nos fenômenos (coisas aparentes), ignoramos  os diferentes sentimentos, as diferentes necessidades e solicitações, fazemos a distribuição igualitária de mesma quantidade

A necessidade (da coisa material ) e
a solicitação ( de sentimento, de coração)
“Estou com fome” é uma necessidade. “Faz comida para mim?” é um pedido (solicitação). A criança diz para a mãe: “mãe, estou com fome!”. A necessidade fisiológica pode ser suprida com o alimento, no entanto, parece que não é apenas isso. Parece que a solicitação (a demanda psicológica) é suprida com o fato da mãe ter preparado o alimento para ela. A criança fica preenchida/satisfeita pelo fato da mãe ter atendido e a mãe fica preenchida/satisfeita pelo fato de ter atendido a demanda da criança. Uma relação que se faz com os sentimentos. Pessoas com pessoas. Uma sociedade construída, baseada na relação do coração com o coração. Uma sociedade que se manifesta a humanidade do ser humano como ele é.

Uma sociedade que olha com maior peso, o interior das pessoas
Como seria essa “sociedade que olha com maior peso, o interior das pessoas”? Com os exemplos na As One House e na marmitaria Ofukurosan, no dia a dia da vida cotidiana, na maneira de trabalhar, para ficou mais claro e tomou praticidade maior.  Ficou evidente a visão do ser humano, a visão da sociedade que olha com maior peso os aspectos externos, se a pia da cozinha está sempre limpa, se os locais de uso compartilhados estão sendo limpos, se está trabalhando com eficiência. Sem a atenção para o interior das pessoas, a primeira vista não é possível compreender se está fazendo com o “tem que fazer” ou esta fazendo com o sentimento de querer fazer…

Como estou agora
Desta vez, com os dois meses de permanência no Japão, entrei continuamente nos cursos “Conhecer a Vida Humana”, “Conhecer a Si”, “Naikan”, “Auscultar a Pessoa”, “Staff de Conhecer a Si”, “Conhecer a Sociedade”, neste momento estou com a sensação de que muitas coisas ficaram ordenadas e assentadas dentro de mim.  Recentemente, um grande acontecimento para mim foi  “parar” o meu casamento de 37 anos. Na realidade, talvez seja melhor dizer “me destituir” do casamento. Também havia um sentimento e querer me esclarecer e me compreender o que vim fazendo durante todo esse período. Estava eu me forçando? Forçando-a? Acho que os momentos de olhar objetivo sobre mim mesmo e sobre as pessoas ao meu redor teve um efeito depurativo.

Daqui para frente
Esse período de estadia me mostrou os caminhos a trilhar daqui para frente. Fazendo as melhorias aqui acolá, no prolongamento da sociedade como está agora,  baseada em obrigações/deveres/punições, tomando as ficções como se fossem reais, não está a sociedade que eu quero. Está muito mais claro para mim, para onde quero ir:  criar/construir a nova sociedade onde se manifesta a essência  humana como ela é, onde  naturalmente a genuína humanidade floresce, com seu todo o seu esplendor.

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Curso para Conhecer a Sociedade 23/09/2018 a 29/09/2018 Suzuka

Curso para Conhecer a Sociedade 23/09/2018 a 29/09/2018 – As One Suzuka

Penso que esse curso me possibilitou a enxergar uma visão totalmente diferente em relação ao ser humano e a sociedade.

A mudança de uma visão do ser humano e a sociedade, baseado na existência ilusória de que a responsabilidade, direitos, deveres e posse é fato/real, para a visão do ser humano e sociedade livre onde todos estão livres para fazer o que quiser, somente com o que vem de dentro da sua livre intenção.

Percebo que as pessoas(eu) ajo de forma, a tentar fazer as coisas de um jeito perfeccionista em várias situações tais como, efetuar o pagamento de fornecedores e funcionários corretamente e dentro do prazo, cumprir as leis do transito, cumprir e respeitar as leis trabalhistas, etc. Percebo sentimento de auto-cobrança e também das pessoas que não cumprem essas coisas. Um sentimento de culpar as pessoas, de cobrança e até de ataque.

Vejo que isso surge, geralmente, dos sentimentos de medo e de querer me proteger. Não me lembro direito a partir de quando começou a surgir esse medo, provavelmente de algo que tenha acontecido na infância, onde me senti ameaçado e inseguro. Mas isso faz com que eu traga os conceitos de “responsabilidade”, “dever”, que vem de fora, para justificar e culpar a mim e as outras pessoas. Percebo que vários coisas que faço como, criticar, repreender, advertir, censurar, reprovar,acusar, culpar, responsabilizar, denunciar, enfim, para todos esses “mau sentimentos”, parece que o “MEDO”, é a origem de várias coisas, que faz com que eu, voluntariamente me submeto a cumprir as regras, responsabilidades, deveres, como se existissem coisas que devem ser feitos. Isso também me leva a atacar as pessoas tentando obrigar as pessoas a fazer as coisas “corretas”. Demonstra que, tenho dentro de mim, uma visão de que “posso mudar as pessoas” Essa forma de visão do ser humano, isto é, de que tenho o “poder de mudar a ação do ser humano”, é uma visão totalmente contrária a visão do ser humano livre, que, ao invés de tornar o homem e a sociedade livre, vai tornando cada vez mais as pessoas presas, amarrando uns aos outros, mutuamente. Vai levando, ao caminho contrário, ao que realmente desejamos para mim, para o outro e para a sociedade.

Posse

A posse me traz a idéia do “É meu! Só eu posso usar, quando eu quiser, a não ser que tenha a minha permissão”

Mas o que eu estou fazendo é que estou restringindo a liberdade de uso por outras pessoas, a não ser que tenha o meu consentimento. Isso equivale a, permitir a mim e a outras pessoas, a usar a força, até de forma violenta, a punir e atacar, amparado até na lei.

Quanto mais adquiro a posse, na intenção de aumentar a minha liberdade, mais estou restringindo o liberdade de uso de outros. Se todas as pessoas estão aumentando as posses, todos estão criando as próprias cercas para se aprisionarem. “Conhecendo” a não existência da posse, enxergo somente as coisas como “coisas que estão aí”. Elas podem ser usados por qualquer pessoa, quando quiser e do jeito que quiser. Pode usar como pode não usar. Pode jogar no lixo, pode fazer o que quiser.

Desenhando a próxima sociedade

Examinando todas as amarras, a falta de liberdade, as responsabilidades, direitos, deveres, punições, acusações, obrigações que existem nas pessoas e na sociedade atual. De onde surgem essas coisas? De como elas funcionam dentro das pessoas? Como se transformam em “coisas que devem ser feitas”? Como está dentro do mim? O que gera nas pessoas?

Ao clarear e enxergar as causas e efeitos, começo a enxergar com mais clareza a abundância do que existe atualmente. Tem tudo! Num falta nada! Água encanada, alimento, ruas asfaltadas, casas, energia, hospitais, etc. A sociedade não tem que fazer nada! As pessoas não tem que fazer nada!

Acho que conhecer é isso. É só ir retirando o que atrapalha a enxergar. Qualquer pessoa pode fazer. Conhecendo, toda e qualquer pessoa vai poder viver com a sua própria vontade, espontaneamente, fazendo o que quiser, sendo ela mesma, cheio de riqueza no coração, satisfeito, confortável, seguro, farto de sentimento de amor.

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