Ao comparar, fico dowm

Sheila disse que fica dowm quando não consegue algo.
Ouvindo isso, pensei, ah sim, existe um mecanismo que opera assim.

Como seria esse mecanismo?
Há momentos em que quando não consigo fazer algo (bem), posso comparar isso com outra pessoa que consegue (melhor).

Eu não consigo correr tal como corre um atleta olímpico.
Eu não consigo dançar tal como dança uma dançarina profissional.
Mas nem por isso, eu fico dowm.

Então por que eu (a pessoa) fico(a) dowm?

Isto porque eu quero ser aceita.
Isto porque eu quero ser amada.

Será porque estou pensado que apenas conseguindo, é que sou amanda?
Será porque não sei que já sou amada?

比較すると落ち込む
Sheilaが、できないから落ち込むと言った。
それを聞いて、あ、そうか。そういう仕組みなんかとおもった。

そういう仕組みとは、できないからと、比較することはあるなあ。

オリンピック選手のように走れない。
ダンサーのように踊れない。
だからといって落ち込まない。

じゃあなんで落ち込む?

受け入れてほしいから。
愛されたいから。

できたら愛されるとおもってるから?
愛されてることを知らないから?

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Como foi fazer a reunião de terça feira

Durante a reunião eu falei para o Miguel que não tinha gostado da música que ele fez com os amigos.

Eu achei que ao falar isso para ele experimentei falar sem me proteger, mas revendo depois para eu falar o que estava pensando como estava pensando eu precisei avisar que estava fazendo isso porque queria ter um certo tipo de relação com ele.

Eu não consegui apenas falar o que pensei como pensei, eu precisei falar algo que me deixaria seguro na relação. Precisei “preparar o terreno” para falar.

Mesmo com o Miguel que é uma pessoa que considero próxima vejo que trabalha dentro de mim os medos e defesas. Fico pensando como será realmente uma relação de segurança com qualquer pessoa?

Como será se relacionar a partir deste estado realmente livre?

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sentindo, pensando a partir do encontro de 4 de setembro

Sinto proximidade, confiança de falar alguma coisa e falo e penso depois, chi não gostei, foi mal, o que a pessoa vai pensar, vai se chocar, me deletar, coisa e tal.
Milton falou: – Não há mal nenhum em classificar pessoas assim ou assado. Desde que esteja claro que isso não é a realidade.
Porque ele não é assim ou assado. Eu é que penso isso.
Que fulano é assim ou assado.

Eu que pretendo que espero uma reação x y z e se acontece foi “profecia”. E atribuo ao outro um poder ou uma sabotagem.

Estava trabalhando na cozinha a noite e o Zé apagou sem querer a luz. Eu disse: Assim VOCÊ não me deixa trabalhar !
De onde vem essa puta acusação forte?!?
De mim. Claro.
Saquei logo. Quando ouvi eu mesma, me assustei. Principalmente porque saiu direto.
Atribuo ao outro um poder e uma sabotagem sobre mim e já caio matando.
Noutro momento…o companheiro empilha as louças secas para guardar. Eu olho e penso hum… mas não falo nada. Mas ele me lê e diz:
Você não escapa de dar palpite em tudo o que eu faço hein, d. Vivi

Eu vejo algo.
Não sei se você vê.
Sinto perigo.
Sinalizo. Como?
Achando que você é um burro e vai fazer cagada.?
Recriminando a sua ação.
Dando uma ordem.

Como poderia sinalizar o que vejo?
E alertar para o que prevejo?

Meus pedidos eu escuto como ordens e meus desejos não são explicitados claramente. Como nem eu entendo…como o outro vai entender?
As vezes sinto que não posso me levar a sério e porisso a confusão.

Percebo claramente agora, fazendo a pesquisa, quando é que busco uma compensação. Um baseado, uma pinguinha …
Quando não estou afinada com meu desejo no momento, quando não suporto a pressão ou um incomodo, quando quero zerar as caraminholas da cabeça.
Escrever é um jeito bom de me ver e sacar esses rodeios que me dis traem.

Assim paro de dar voltas e volto para mim.

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Dinheiro, segurança (?), espelho e criança

Conversando na reunião hoje, percebi que embora racionalmente eu entenda que o dinheiro não seja uma necessidade em si e que talvez não seja o que a minha essência realmente queira, ele entra como algo que preenche para mim uma parte de mim que queria muito segurança e uma certeza de uma sobrevivência digna, com conforto e paz. Só que acaba sendo algo muito ilusório porque o dinheiro é por definição algo que acaba, e fica meio estranho buscar um preenchimento dessa vontade de segurança com algo finito, e me parece que o medo da perda e da pressão por TER mais e mais vem dessa escolha de usar o dinheiro como essa estratégia de preenchimento.


Ao mesmo tempo, parece que o caminho passaria por abraçar a possibilidade de que essa segurança não exista, não seja possível, ao olhar a natureza vejo que as coisas estão em constantes mudanças, olho para mim e para as coisas à minha volta e VEJO e ACREDITO nelas paradas, mas já me convenceram que os átomos e micropartículas estão em constante movimento, então não seria a própria ideia de segurança atrelada a estabilidade uma ilusão?


O desenho da vaquinha e a reflexão proposta fazem muito sentido para mim e já há algum tempo venho tentando olhar para as coisas que me chamam a atenção em outras pessoas e invocam reações de raiva ou repulsa tentando virar esse espelho para mim mesmo e tentar ver o que essa raiva e repulsa talvez informem sobre mim mesmo, talvez uma parte de mim que eu esteja querendo não ver e excluir? Se eu faço parte da humanidade, e também as pessoas que agem de formas que para mim são repugnantes, será que eu não tenho dentro de mim as mesmas coisas que levam elas a essas ações?


Me entristece olhar para o trecho que fala da criança e da fofura daquele olhar mais “puro”, sinto um luto e uma tristeza por uma leveza e uma curiosidade que em algum ponto eu sinto que perdi (ou escondi bem fundo?) e estou tentando achar de volta e juntar essas pecinhas. E uma vontade de sim olhar com carinho, respeito e levar a sério as crianças à minha volta e principalmente essa criança dentro de mim que ficou esquecida e desprezada, por mim mesmo.

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Hoje resolvi escrever

Acho que tem algo em mim que certos assuntos não são para tratar na roda de pesquisa. Se é sobre relacionamentos, sexo e coisas desse tipo eu não me sinto à vontade de colocar. Parece que tem algo que temos que fazer ali, que é a pesquisa, como se a pesquisa fosse algo fora de mim, algo genérico. E aí também penso nas pessoas que estão ali, o que elas querem? O que estamos buscando e queremos viver juntos? O que é que tenho definido como “pesquisa”? Pq tem coisas que são da vida e que me atravessam agora e é isso que tá vivo em mim, mas não posso colocar pq acho que vou me expor, ou colocar assuntos que não deveriam ser tratados ali. Tô desistindo dessas relações aqui?

Ontem no final da reunião eu consegui colocar um pouco que tava realmente sentindo. Me lembrei que no final do Conhecer a Sociedade eu coloquei também uma questão de um relacionamento que estava vivendo no texto final e aí depois pedi pro Alam pra retirar essa parte antes de postar. O que é isso que eu sinto que não pode ser dito e expresso?

Hoje refletindo sobre o que tava sentindo em relação a esse cara percebi o quanto vinham sentimentos negativos, “rejeição”, “frustração” e julgamentos ruins sobre mim e inventar suposições na cabeça e aí depois de sentir uma tristeza eu resolvi olhar pro que eu realmente queria e no final eu só queria receber uma mensagem dele. Lembrei da história que o Miguel contou sobre o Caetano querer a calça que está na máquina, e tudo bem querer ter a calça e essa vontade ser escutada, mesmo não podendo tê-la. Tudo bem aceitar que quero receber a mensagem, mas isso não quer dizer que vou ter a mensagem. Veio uma leveza, sair desse lugar do que eu quero, ter que acontecer, para só me ouvir e aceitar o que quero.

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Impressões Pós-reunião dia 25/08/2020

Saio da reunião no Zoom. Percebo em mim um sorriso por dentro. Um estado leve de coração.

Kayo me perguntou o que eu estava chamando de “kokoro” e eu falei desse estado de abertura para o outro e pra vida, que parece que surge quando vamos nos conectando na conversa.

Sempre sinto isso quando vou para o Yamaguishi, seja fazendo curso, vila Paraíso ou numa visita. Começa assim: chego na vila geralmente de São Paulo, geralmente com a cabeça cheia e ligeiramente ansiosa. Então sinto que as primeiras aproximações com as pessoas muitas vezes são desatentas ao estado delas, racional e, de uma certa forma, distante (mesmo que eu esteja comunicativa).

À medida que começo a escutar as pessoas, algo se movimenta em mim e vai dando uma vontade maior de me conectar com aquilo que estou ouvindo e com quem está falando. Esse estado de abertura que percebo em mim, altera até a sensação física do meu corpo. A sensação é que meu corpo se ancora, assenta, volta pra uma sensação de movimentos justos, num estado sem precipitação ou ansiedade. É um estado gostoso de estar.

No encontro de hoje sinto que comecei assim: meio sem saber o que falar, puxando falas “pra movimentar o grupo” e achando que não tinha nada de interessante para colocar. Ainda bem que no meio da conversa as partilhas me levam a este estado de observação e consigo olhar para essa ansiedade de “ter que parecer”, de “ter que fazer alguma coisa” e em algum momento alguma coisa mais despida, mais verdadeiro se apresenta, movimenta a conversa e me movimenta.

Sinto que cada encontro vai se despindo e se revelando a mim como uma cebola sendo descascada (Sem o sofrimento de descascar uma cebola, claro!). Mas esse estado de eu e dos outros coletivamente “revelados ” é que faz eu desligar o computador com um sorriso na cara e é o que eu tenho chamado de kokoro ou “estado de kokoro”, como o Diego disse.

Escrevi assim, sem pensar muito, do movimento que veio do nosso encontro.

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impressões sobre a reunião de 21 agosto

A partir da leitura do capítulo 6.

Se é uma intimidade ( proximidade) condicional…

vieram na minha cabeça:

é muito difícil se manter relações de amizade, coração aberto, livre, com pessoas quando estamos envolvidos num empreendimento comum, na sociedade.

amigos amigos, negócios à parte

ah! de cara sei que não vai dar certo…porque eu sou assim, assado e a outra pessoa é assada ou assim…

com família é mais fácil ser natural?

ser natural abre espaço para relacionamentos seguros, de confiança.

como a comunicação dos desejos é importante para não entrarmos na cilada do julgamento e nos evadir de : como é aqui dentro.

os acordos e os desacordos entre os membros de um grupo podem derivar da consonãncia / dissonãncia dos objetivos de cada um e da expressão ou falta de expressão dos desejos, intenções, esforços, comparações entre eles.

a amizade entre pessoas que tem um objetivo comum e trabalham juntos pode acabar se o negócio não der certo, se não se falar abertamente do que se sente no coração e em grande parte se culparmos o outro(s) pelo insucesso do projeto.

quando tem grana na história… o compromisso com o “dar certo” é tenso

a relação de amor dos avós com os netos pode ser chamada de incondicional

cada um sabe da dor e alegria de ser o que é. Ou não.

eu sei que pude chorar a dor de me sentir vítima. eu sei que posso chorar a dor de ser responsável. Eu sei que posso rir de mim mesma quando estou livre de auto-cobranças, de comparações, de expectativas . Livre de padrões, patrões e respostas ” certas”

dessa forma me relaciono com mais naturalidade e rio da vida que eu levo nadando, fazendo nada. (coisa de aposentada ), que às vezes me pega…porque…eu tenho…pa pa pá…pápapá… as cobranças.

na conversa, as lembranças, os insights vem como quase sempre vem. meio automáticas. Mas quando um fala, o outro fala, eu me calo, eu sinto e penso como seria na verdade. Como é comigo aqui dentro.

me vem adjetivos me qualificando ou desqualificando…sempre nessa puta dualidade

nada muda, eu falo, falo. Bobagens. Opinagens, Eurekagens. Viviagens.

Aceito. tudo muda . O rio e o navegante.

conversamos sobre
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Encontro de ontem (20/08)

Noite de chuva… prosa boa com os amigos! Reflexões, vivências… visitas ao próprio coração e ao coração do outro. Como me faz bem esse lugar de poder ouvir e falar sem medos, sem julgamentos… só confiança e aprendizado!

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Reagindo ao blog da Mari

Ao ler o blog da Mari falando que estava difícil de me ouvir a primeira coisa que veio foi na cabeça foi: melhor eu falar menos no encontro.

De alguma maneira quando comecei a participar da outra vez tinha na cabeça uma preocupação do tipo “se eu ficar falando muito o pessoal vai achar que estou me exibindo, vão pensar que estou me achando por estar no Japão”, tem um sentimento de não querer ser visto como uma pessoa assim. 

Mas percebi que estes pensamentos vieram mas não queria me atrapalhar por isso, quero participar falando as coisas da maneira que elas vem, estou tentando fazer assim. Mas achei legal que ao ver o blog da Mari a cabeça reage assim. 

Ao ler também fiquei com vontade de que ela falasse isso que pensou ainda no encontro, acho que seria legal conversar abertamente sobre esse tipo de coisas 🙂

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