reagindo a memórias

Fui lá apenas para levar o controle remoto da tv que estava comigo, não estava usando mais, ela estava precisando.

Chegando próximo da casa, estava uma mãe com o filho que mora na casa vizinha passeando, dei um oi, ela deu oi, (por dentro: hum… não queria ser visto por ela).

A porta da casa dela aberta, fui entrando:
– oi, trouxe o controle remoto.
(por dentro: é só entregar, rapidinho vou embora)

Ela aparece lá do fundo: 
– ah, obrigado ! eu quero ligar a TV, me ajuda deslocar o rack para colocar a tomada?
(por dentro: ok, é só ligar a tomada, faço rapidinho, vou embora)

– Ok, deixo ver…
É pesado, com um dificuldade, consegui deslocar. Mas parece que não é apenas ligar, parece que ficou muito tempo sem usar, está desregulado…
(por dentro: hum… isso vai levar tempo, não quero ficar muito tempo aqui..)

Ela: – Como faz para ligar?
Eu: – Muito complicado, não dou conta disso…
(por dentro: quero ir logo !)

Eu: – Tchau, preciso ir…

Cada fala, cada gesto, cada movimento, suscita emoções não agradáveis, significados formados.

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