Curso para Olhar a Si – Fevereiro 2019

A sensação que eu tenho ao fazer o Curso Para Olhar a Si  foi de começar a entender como as coisas “surgem” na minha cabeça, no sentido de tentar analisar com calma e como isso “apareceu” aqui, o que mais apareceu?, não só pensar “isso é coisa da minha cabeça ou isso é um pensamento, tudo isso só está na minha cabeça e não é real”, mas “como isso surgiu?”.

Ah, eu tive esse pensamento,mas como ele se desenvolveu conscientemente eu pensar “EU PENSEI ISSO”. Com isso, parece que me desprendo do “PENSEI ISSO E SOU ASSIM, ESSE É O MEU JEITO DE PENSAR” para, de forma leve, ver as variações que me trouxe até aquilo e assim ir me olhando, tendo esse interesse.

É como se o “Olhar a Si” seguisse os outro cursos, mas, de forma diferente, no “Seminário” e “Conhecer a Si” teve a investigação do “externo” para o “interno” (vice versa) para que inicie a pesquisa do “REAL/FATO” e perceber as “FACTUALIZAÇÕES” que fazemos e entender que não são a realidade, apenas algo que está na minha cabeça e ficar na pesquisa “como será na verdade?”. Mas penso que externamente e nas interações tínhamos chegado até a parte “são coisa da minha cabeça ” e aí no “Olhar a Si” veio com “é coisa da minha cabeça e como isso se manifestou e porquê?

É como se abrisse um mundo gigante totalmente interno e desconhecido que de forma dinâmica e inconsistente pariu esse  você e o que você “pensa” que, eu sinto que agora eu começo a abrir os meus olhos (internos) e olhar.

meu seminario

As Minhas Motivações
O seminário foi um presente do meu chefe, o José Luis, ele sempre falou como essa vivência havia mudado ele e a vida dele, e como ele desejava isso para mim. Quando ele me disse que o seminário era para conhecer a si mesmo eu senti vontade de fazer, mas ainda não sentia preparada. Conforme o tempo e a rotina iam me deixando cada vez mais focada, decidi fazer.

Coisas percebidas, coisas que percebi
    Foi difícil no começo e embora parte me desprender das limitações de certezas sobre alguma coisas que eu já tinha ma concepção, mas, aos poucos, com o grupo era como se houvesse a abertura de cadeado, na frase de “como será na verdade?” me ajudou a me permitir a duvidar, a refletir mais, os sentimentos e os medos que me pareciam normais, potentes e sem saída, me davam o sentimento de impotência eu pensava “não há nada que eu posso fazer sobre isso, é natural”, eu havia aprendido que o ser humano tinha uma essência agressiva e violenta e era por essa essência imutável que eu pagava o preço da prisão de  doutrinas, de valores, limites estabelecidos e de medo, se eu não fosse boa o suficiente porque as pessoas ficariam perto de mim, porque eu seria amanda? Eu precisava devolver, eu não podia ficar em débito. O amor era algo “construído”.

Quando houve a mudança da visão da essência pra, o amor, era como se me pudesse respirar, entrar na “área proibida”, a “área fraca”, as coisas realmente ficaram mais simples, os monstros perderam seus poderes, eu poderia me permitir, relaxar, respirar e sentir. Eu consigo agora acolher as minhas sombras e limitações, sei que há muito em que trabalhar para expandia a minha consciência para acordar dessa ficção agonizante, mas, também sei que tenho a o principal para toda essa aventura, a compaixão e o amor.

Eu posso me amar e amar o próximo sem ter que me sentir inferior ou superior por isso, sem ter medo de ser rejeitada. Eu posso viver o que sou.

Daqui para frente
Pretendo continuar me trabalhando, procurar me entende e me perdoar, procurar a realidade. Tem muitos hábitos que eu pretendo mudar aos poucos, no meu rítmo, conforme a minha consciência, sem cobrança ou pressão, ter a percepção disso, estar totalmente presente em todas essas fases. Daqui para frente é uma fase de religamento com o meu eu, e espero que isso reflita na luz, e no amor das pessoa  com quem sou próxima, todos nós um conjunto, em harmonia.