Curso para Olhar a Si – fevereiro 2019

Esses dias foram muito tranquilas para mim, foi um curso bem leve,. Tive a impressão de ser mais um encontro do que um curso em si. Acho que talvez pelo fato de não ter rolado nenhum bummmm. Não acho que isso tira a importância desses dias, achei super válido esse momento que parei um pouco para me dar um tempinho e um espaço para eu me olhar.

Acho que eu ainda tenho muito para pensar, olhar, entender e descobrir e sinto que cada  vez que venho para cá, consigo desvendar um pedacinho do grande mistério que sou eu.

No fundo penso ter uma vontade, em querer, de ter me aprofundado mais em mim, ter aproveitado esse tempo para tentar ver um pouco mais longe do que fui, mas acho que talvez o que tive aqui foi realmente até onde eu deveria ir nesse momento.

Sou grata a Kayo, Alam e Milton por terem passado esses dias com a gente pesquisando e também a todos os outros que estiveram aqui, acho muito gostoso pesquisar em grupo, além de bom, acho fascinante ver as milhares de interpretações que as pessoas dão para um única coisa.

A idéia de observar como vi, ouvi e reagi assim acho que me motiva a ter uma pesquisa em pouco mais constante na vida.

Minhas Impressões – 9o. Seminário AsOne

A minha motivação.
A motivação para fazer o Seminário foi basicamente associada ao momento que estou vivendo. Um momento de incertezas, angústias, medos do novo, curiosidades, esperança, ansiedade. Sinto como o início de um novo ciclo de vida, uma vida diferente, uma vida que terei que aprender a me adaptar. Como adaptar tudo em 12 meses?

Acho que vim porque queria um tempo em que eu pensasse só em mim, no presente, na ISA de agora e não nas dúvidas e incertezas do futuro.

Além disso, um fato importante que me motivou foi o curso se na Vila Yamaguishi que para mim de todos os lugares do mundo é o mais confortável, Independentemente de como seria o curso, eu sabia que aqui eu estaria bem.

Retrospectiva:

  • Comida, Animais – Isso é o que não gosto?
  • A xícara – De onde vem a palavra?
    – A xícara que vejo é o que é?
    – Fazer a xícara / força própria
  • Raiva -> reações físicas? o que pensou? pq o que o outro fala te dá raiva?
  • Dentro e Fora       Posse  – Mala
  • O que é/como é :  Liberdade
    Vida Humana
    Vida Humana feliz
    Sociedade
    Vida confortável/feliz
  • Sentidos ->    Visão (bolinhas, acredita no que vê?)
    Fato em si é igual ao que percebemos? (pensamento humano)
    ->    Audição ( audiometria)
  • Quem sou eu?
    Quem penso que sou é igual o eu real?

Texto
Coração Original  e Verdadeiro
Proximidade/Familiaridade/Intimidade

Coisas que pensei, percebi, refleti durante a semana:
Durante essa semana percebi o quão internalizado estão meus conhecimentos e minhas experiências. É interessante ver que ao ser questionada tenho respostas rápidas, essas respostas vem embasadas nessas experiências, nossos conhecimentos, mesmo sem pensar neles a resposta já está lá, pronta. Entendo que para pensar e refletir sobre uma pergunta não preciso fazer isso de maneira a não considera minhas experiências e conhecimentos, é mais interessante buscar entende-las.

Ao tentar entende-los melhor percebi que tudo se constrói em mim através dos meus sentidos mas após algumas vivências, algumas conversas notei que nem eles posso confiar 100%. O que vemos é sempre o que vemos?  Será que ouvimos todos da mesma maneira? Porque uns gostam de peixe cru e outros não? Acho que além de ser capaz de “entender” que nem sempre as coisas são o que parecem ser, ficou ainda mais claro o quão igual (temos todos os 5 sentidos) e o quão diferente (percepção, interpretação) é o ser humano.

No momento em que conversamos sobre força própria, senti que foi uma das conversas em que eu achava que entendia, em que a resposta parecia simples. Não vivemos sozinhos, há muita historia e muitas pessoas por trás de tudo. A frase feita é fácil de entender mas pensar de verdade sobre ela deu realmente um impacto. Sendo rigorosa vemos que tudo é de muita gente. Pensei em simplificar isso e pensei que tudo é de todos, e se tudo é de todos, porque tem tanta coisa que digo ser minha? Acho que passamos brevemente por esse assunto, tenho vontade de pensar e pesquisar mais sobre isso. Hoje entendo que esse conceito de posse, em algum momento pareceu necessário para o ser humano por algum motivo (que não sei ) e me questiono porque ele se tornou tão “importante”.

Em algum momento do curso no perguntamos o significado de algumas palavras e nele mesmo vimos que cada um tem a sua interpretação sobre as palavras.

Quando começamos a falar de raiva eu tive muita dificuldade em entender o que realmente era raiva para mim, com de verdade eu me sentia, sabia que era um sentimento ruim que vinha dentro de mim, mas até que ponto ou em que ponto aquilo poderia ser considerado raiva. Achei muito importante focarmos num exemplo único, pois realmente a raiva é muito abrangente, ela pode variar muito em ralação a tempo e intensidade.

Focando nesse momento específico sinto que consegui fazer algum progresso. Para mim, o mais interessante foi ver o que eu sentia tanto na parte externa quanto na parte interna do meu corpo, com isso, talvez eu seja capaz de buscar no futuro entender e pesquisar um pouco mais sobre a raiva.

Percebi que num contexto geral do grupo, algo que aflorou muito quando estávamos nesse tema foi o fato das pessoas terem raiva quando são contrariados, ou melhor, quando o outro não concorda com ela ou quando ela não concorda com o outro. Isso veio na minha cabeça também, mas preferi focar minha pesquisa em outro ponto. Tenho vontade de entender e pesquisar o porque das discórdias gerarem tanta raiva.

“Olhar o outro fala muito mais de nós do que do outro” . Essa frase dita em algum das conversas deixou realmente claro para mim o lance de eu ver o mundo através das minhas interpretações.  O mundo, as situações, os fatos em si são apenas fatos, é o concreto, o que vemos, pensamos, julgamos, interpretamos é o eu. Na teoria pareceu simples entender isso mas na prática é muito difícil conseguir perceber o que está rolando fora ou dentro de mim. O que penso é que fico feliz em agora saber que isso acontece, que o mundo é nada mais nada menos do que a minha interpretação sobre ela, independente de eu conseguir ou não dissociar o dentro e o fora ter essa consciência já me deixa grata e com mais certeza que tenho que continuar pesquisando e “exercitando” tudo isso.

O que é/como é? Achei interessante perceber que são perguntas que podem ter respostas muito rápidas e superficiais mas ao ter um tempo para pensar você consegue ir muito mais longe.

Liberdade: Paz, plenitude, ápice do bem estar –  o eu me bastar, no sentido de ser você mesma.
Vida Humana: Tempo e espaço onde habita a espécie do ser humano.
Vida Humana feliz: viver nesse tempo e espaço sendo você mesma, vivendo com o coração original verdadeiro.
Sociedade e Sociedade confortável e feliz, também foram assuntos interessantes para pensar e ver que o mundo “humano” só existe pelas relações de pessoas com pessoas.