Do desejo à realização

Ontem falei pro Rafael:

-Amanhã vou visitar a casa nova. Se tudo der certo, vou acordar mais cedo para poder ir andando até lá

-Como assim “se tudo der certo”?

-Se eu conseguir acordar…

-Como assim SE você conseguir acordar? Você não quer ir caminhando?

-Quero!

-Então acorda.

Esse diálogo conectou com as minhas reflexões sobre ser uma pessoa responsável. Não tem a ver com “pessoa responsável acorda cedo”. Tem a ver com ir diretamente em direção ao objetivo. Entre o meu desejo e a realização encontrei empecilhos, mas gostaria de encontrar uma reta conectando dois pontos. Quer dizer, gostaria que meu pensamento não focasse em “talvez dê certo, talvez não dê, quem sabe”, mas que focasse em “vou fazer isso e aquilo para dar certo”. Pode ser que não dê, tudo bem, da próxima vez posso bolar outra reta, mas não vou fazer desde o início pensando “seja o que deus quiser”.

Fico curiosa para saber como é para outras pessoas. Acho que dentro de cada um vai ter coisas diferentes entre o desejo e a realização. Para onde vai o foco quando penso em realizar? No exemplo da mudança percebi que, ao invés de pensar “o que preciso fazer para a mudança acontecer”, pensei coisas como “minha mãe não vai gostar dessa ideia”. Na prática esse pensamento não agrega em nada, nem pra mudança, nem pra minha mãe que nem sabe que estou pensando isso. É apenas um desvio. Se eu quiser saber o que ela pensa eu tenho que perguntar. Então é outro desejo e outra realização. Esse é um exemplo que consegui perceber, além do acordar no horário. Acho que tem muitos outros pra descobrir, vou continuar observando, gostei desse tema do realizar.

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Check Up 43

Hoje eu falei que tive uma reação de “não ir com a cara” do Yoshi. Em japanoes a expressão é “não comer o ki” da pessoa. O Sugie San achou estranho eu usar essa expressão e perguntou qual era meu estado naquela hora.
Eu não lembro direito. Na verdade mais do que uma emoção parece que foramais pensamentos do tipo “que que esse cara tá falando?”.

Ao falar desse exemplo o que eu pensei é que nao tô sabendo fazer direito o olhar o eu, a observação do eu. Acho queais do que reação em relação ao Yoshi foi uma preocupação em relação ao tipo de coisas que estou pensando.


Outra conversa


Ontem ao escrever no blog daqui eu apaguei a parte que falo que fui dormir sem o despertador. Eu fiquei preocupado achando que minha posição aqui em relação a algumas outras de pessoas de poder estar fazendo isso é desigual. Então o Sugiesan ouviu isso e perguntou: não pode ser desigual?

Eu acho que eu tenho um apego a esse pensamento que deve acabar servindo como base para atitudes minhas que são mais de pensamento e menos doeu original. Vou observar mais isso.


Outra conversa


Hoje durante o preparo das verduras estava cortando couve junto com o Yamachan. Olhando o jeito dele fazer achei que não virava nada e tentei explicar meu jeito, mas ele não se convenceu e continuou fazendo do próprio jeito. Eu ouvi o que ele tava pensando mas também não senti firmeza e continuei fazendo do meu jeito.


Como eu tinha feito esse mesmo trabalho outro dia eu já cheguei planejando como ia fazer, pensando que tinha que limpar as folhas e tal, mas ele falou que não precisava.


Eu percebi que eu não estava vendo a couve de verdade na minha frente, mas sim fazendo a partir da experiência de outro dia.


Acho que se o Yamachan mudasse o jeito dele fazer ao me ouvir dizer eu nem ia perceber a partir de que estado que eu estou fazendo.

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